- IBGE realiza a segunda prova piloto do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola entre 11 e 22 de maio de 2026, em Barcarena (PA), Uruçuí (PI), Rio Verde (GO), Corumbá (MS), Irati (PR) e Viamão (RS).
- A operação testa conteúdos do questionário e a logística, com cobertura online pelos sites e redes sociais do IBGE.
- Autoridades do IBGE destacaram a complexidade da tarefa, que envolve deslocamentos, áreas remotas e uso de tecnologia, para mapear desde grandes produtores até agricultura familiar.
- Os superintendentes ressaltaram características regionais: regiões pantaneira, cerrado, fronteiras agrícolas e comunidades tradicionais, além de impactos ambientais.
- O diretor de pesquisas e equipes de operações destacaram o amadurecimento da metodologia e a preparação para o Censo experimental em novembro.
O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) realizou uma coletiva pública nesta sexta-feira (8) para detalhar a segunda prova piloto do 12º Censo Agropecuário, Florestal e Aquícola. A etapa acontece na próxima semana em seis cidades, distribuídas em quatro regiões do país. A operação busca consolidar dados para um possível censo experimental.
Durante a apresentação, Marcio Pochmann, presidente do IBGE, destacou que a atividade representa a segunda maior operação estatística da década e pretende oferecer um retrato do campo brasileiro. A partir dos resultados, o IBGE poderá desenvolver uma pesquisa amostral anual voltada ao setor rural.
A logística de divulgação ficou a cargo de José Daniel Castro, coordenador do CCDI. Ele informou que a cobertura será ampla, com transmissão on-line nas redes e sites oficiais, acompanhando de perto a evolução da prova piloto em cada cidade.
A segunda prova piloto será realizada entre 11 e 22 de maio de 2026, em Barcarena (PA), Uruçuí (PI), Rio Verde (GO), Corumbá (MS), Irati (PR) e Viamão (RS). As cidades foram escolhidas para testar procedimentos e tecnologia utilizados no levantamento.
No âmbito regional, Edson Vieira, superintendente do IBGE em Goiás, comentou sobre o treinamento das equipes e a participação de 13% do PIB nacional ligado ao setor na região. A escolha de Rio Verde está associada à tecnologia aplicada no campo.
Mario Pinna, superintendente no Mato Grosso do Sul, destacou a diversidade da área pantaneira, com comunidades tradicionais e atividade mineral relevante. A questão ambiental também figura entre os temas de interesse da região durante a prova.
Rony Cordeiro, superintendente no Pará, manifestou expectativa em avaliar a cadeia de treinamento e calibrar as novas ferramentas tecnológicas. Leonardo Passos, no Piauí, ressaltou a importância do cerrado e da fronteira agrícola na escolha da localidade.
Tobias Faria, do Paraná, enfatizou a diversidade produtiva e a presença de povos tradicionais, como os faxinalenses, com cultivo da terra próprio e preocupação ambiental. Em Rio Grande do Sul, Luis Eduardo lembrou as enchentes de 2024 e a inclusão de um bloco sobre questões ambientais no questionário.
A equipe de gestão técnica também enfatizou a complexidade operacional da atividade. Gustavo Junger, diretor de pesquisas, destacou que o marco atual consolida aprendizados do teste anterior e aponta para o Censo Experimental em novembro. A operação envolve viagens, acessos a áreas remotas e coleta de dados abrangentes.
Fernando Damasco, coordenador de Operações Censitárias, falou sobre ajustes no projeto técnico e operacional, reforçando que o censo envolve toda a instituição e amadurecimento de processos. Juliana Queiroz, gerente técnica, explicou que o ciclo de avaliação ocorreu ao longo de 2024 e 2025, com aprimoramento da segurança dos testes.
Marta Antunes, gerente de Povos e Comunidades Tradicionais, ressaltou que a segunda etapa amplia o retrato da diversidade do campo. Ela observou o papel das avaliações anteriores na funcionalidade das perguntas para diferentes regiões e comunidades.
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