- A ortopedia atual valoriza preservar o menisco, buscando reparação quando possível, especialmente em jovens, atletas ou lesões traumáticas.
- Nem toda lesão precisa de cirurgia: muitas lesões degenerativas podem ter tratamento conservador com fisioterapia, fortalecimento muscular, controle de peso e ajuste de atividades.
- A decisão depende do tipo, localização, tempo de evolução da lesão e da qualidade do tecido; nem todas as situações permitem sutura.
- Retirar parte do menisco pode aliviar sintomas, mas reduz a capacidade de absorver impacto e aumenta o risco de artrose a longo prazo.
- O objetivo é manter a função da articulação pelo maior tempo possível, equilibrando alívio imediato da dor e proteção futura do joelho.
O que mudou na abordagem do menisco? A prática médica migrou de, predominantemente, retirar o tecido lesionado para preservar o menisco sempre que possível. O objetivo é manter a função do joelho e reduzir impactos futuros na cartilagem.
Antigos métodos costumavam remover o fragmento danificado, aliviando a dor imediata. Com o tempo, percebeu-se que perder menisco aumenta a sobrecarga na cartilagem e acelera o desgaste da articulação.
A ortopedia moderna valoriza a preservação, com menos cirurgias e maior foco em reparos por sutura quando viável. A sutura é priorizada especialmente em pacientes jovens, atletas ou lesões recentes.
Nem toda lesão pede cirurgia. Lesões degenerativas, associadas ao envelhecimento, frequentemente respondem bem ao tratamento conservador, com fisioterapia, fortalecimento e controle de peso.
Estudos recentes indicam que, em muitos casos, a gestão não cirúrgica produz resultados semelhantes aos da cirurgia, desde que não haja travamento do joelho.
O que guia a decisão é o tipo e a evolução da lesão, além da qualidade do tecido. Em traumas com instabilidade, a cirurgia pode ser necessária, enquanto a degeneração costuma seguir caminho conservador.
O principal objetivo atual é preservar a articulação pelo maior tempo possível, equilibrando alívio imediato da dor com proteção a longo prazo. Menos retirada, mais saúde futura.
Texto de referência: Camila Cohen Kaleka, ortopedista e membro da Brazil Health (CRM/SP 127.292 | RQE 57.765)
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