Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Menisco: quando a cirurgia pode não ser a melhor opção

Preservar o menisco evita sobrecarga e risco de artrose; em muitas lesões degenerativas, tratamento conservador supera cirurgia, mantendo a função do joelho

Preservar o tecido meniscal é prioritário, sempre que possível, evitando cirurgias desnecessárias a fim de proteger o desgaste do joelho no longo prazo.
0:00
Carregando...
0:00
  • A ortopedia atual valoriza preservar o menisco, buscando reparação quando possível, especialmente em jovens, atletas ou lesões traumáticas.
  • Nem toda lesão precisa de cirurgia: muitas lesões degenerativas podem ter tratamento conservador com fisioterapia, fortalecimento muscular, controle de peso e ajuste de atividades.
  • A decisão depende do tipo, localização, tempo de evolução da lesão e da qualidade do tecido; nem todas as situações permitem sutura.
  • Retirar parte do menisco pode aliviar sintomas, mas reduz a capacidade de absorver impacto e aumenta o risco de artrose a longo prazo.
  • O objetivo é manter a função da articulação pelo maior tempo possível, equilibrando alívio imediato da dor e proteção futura do joelho.

O que mudou na abordagem do menisco? A prática médica migrou de, predominantemente, retirar o tecido lesionado para preservar o menisco sempre que possível. O objetivo é manter a função do joelho e reduzir impactos futuros na cartilagem.

Antigos métodos costumavam remover o fragmento danificado, aliviando a dor imediata. Com o tempo, percebeu-se que perder menisco aumenta a sobrecarga na cartilagem e acelera o desgaste da articulação.

A ortopedia moderna valoriza a preservação, com menos cirurgias e maior foco em reparos por sutura quando viável. A sutura é priorizada especialmente em pacientes jovens, atletas ou lesões recentes.

Nem toda lesão pede cirurgia. Lesões degenerativas, associadas ao envelhecimento, frequentemente respondem bem ao tratamento conservador, com fisioterapia, fortalecimento e controle de peso.

Estudos recentes indicam que, em muitos casos, a gestão não cirúrgica produz resultados semelhantes aos da cirurgia, desde que não haja travamento do joelho.

O que guia a decisão é o tipo e a evolução da lesão, além da qualidade do tecido. Em traumas com instabilidade, a cirurgia pode ser necessária, enquanto a degeneração costuma seguir caminho conservador.

O principal objetivo atual é preservar a articulação pelo maior tempo possível, equilibrando alívio imediato da dor com proteção a longo prazo. Menos retirada, mais saúde futura.

Texto de referência: Camila Cohen Kaleka, ortopedista e membro da Brazil Health (CRM/SP 127.292 | RQE 57.765)

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais