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Arraia-xingu e tambaqui entram na lista brasileira de espécies ameaçadas

Arraia-xingu e tambaqui entram para a lista de espécies ameaçadas; pargo passa a exigir revisão de manejo e novas medidas de proteção

Arraia-xingu (Potamotrygon leopoldi), endêmica do rio Xingu, na Terra Indígena Menkragnoti, em Altamira (PA); espécie entrou para a lista de ameaçadas de extinção em 2026
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  • Nova lista brasileira de peixes e invertebrados ameaçados, divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente, traz 490 espécies em risco.
  • Entre as incluídas estão a arraia-xingu, o coral-de-fogo e o tambaqui, espécies endêmicas e comuns na alimentação.
  • O pargo, Lutjanus purpureus, saiu de vulnerável para em perigo de extinção, com o governo considerando medidas mais restritivas à pesca.
  • A lista funciona como base para políticas públicas de conservação, avaliações de impacto ambiental e planos de manejo de recursos.
  • Especialistas destacam que a atualização reflete o estado de conservação e que algumas espécies saíram da lista por critérios técnicos mais apurados.

O Ministério do Meio Ambiente atualizou a lista brasileira de peixes e invertebrados aquáticos sob risco de extinção. Mais de 490 espécies passam a figurar no conjunto, mantidas em razão de avaliação técnica e monitoramento contínuo. Entre as incluídas estão a arraia-xingu, o coral-de-fogo e o tambaqui, com destaque para o pargo, de alto interesse econômico, em piora de conservação.

A arraia-xingu, endêmica do rio Xingu, e o coral-de-fogo, que habita o litoral nordeste, integram a nova relação. O tambaqui, comum na culinária amazônica, também compõe o grupo de espécies sob vigilância. A atualização foi divulgada no dia 28 de [mês] pelo MMA, revisando a portaria de 2022 sobre o tema.

O pargo, peixe marinho amplamente exportado, avançou da categoria de vulnerável para em perigo de extinção. O governo pretende revisar políticas de manejo da espécie, com medidas adicionais de restrição à pesca para conter a pressão sobre a população.

Especialistas destacam que a sobrepesca é um problema recorrente, principalmente pela captura de juvenis que ainda não atingiram a reprodução. O ictiólogo Alberto Akama ressalta que problemas regionais variam conforme o bioma, com impactos na Amazônia, no Nordeste, no Pantanal e em áreas litorâneas.

O ministro e o secretário de Biodiversidade ressaltam que a lista serve como base para políticas públicas de conservação e para estudos de impacto ambiental em licenças de grandes obras. Dados ajudam ainda na definição de planos de manejo que envolvem espécies com interesse comercial.

Biólogos observam que tubarões e arraias demandam atenção adicional, devido a características de reprodução lenta e baixa capacidade de recuperação. A regulamentação específica e alternativas para pescadores são apontadas como caminhos para reduzir pressões sobre esses grupos.

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