Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Estudo associa consumo de carne vermelha ao risco de diabetes tipo 2

Estudos associam consumo elevado de carne vermelha e processada a maior risco de diabetes tipo dois, com metade da associação mediada pelo excesso de peso

Abrafrigo prevê perdas de US$1,3 bi em 2025 com tarifas
0:00
Carregando...
0:00
  • Estudos associam consumo elevado de carne vermelha e carnes processadas a maior risco de diabetes tipo 2, com evidências vindas de grandes inquéritos nos EUA.
  • A proteína vegetal, especialmente feijões e leguminosas, aparece ligada à redução do risco da doença.
  • Não há relação de causa e efeito comprovada entre carne vermelha e diabetes; cerca de metade da associação pode ser mediada pelo excesso de peso.
  • Mecanismos apontados incluem obesidade, gordura saturada e inflamação; carnes processadas ainda trazem aditivos que afetam a microbiota intestinal.
  • Medidas protetoras incluem consumo de leguminosas, frutas, vegetais, sementes, pescados e cereais integrais, aliadas a prática regular de atividade física, sono adequado e controle de peso.

Na pesquisa publicada em fevereiro no British Journal of Nutrition, estudiosos da Escola de Medicina da Pensilvânia acompanharam 34.737 adultos por meio do NHANES, nos EUA. O estudo aponta maior probabilidade de diabetes entre quem consome mais carne vermelha e carnes processadas, como presunto, linguiça e bacon.

A análise observa que, por outro lado, fontes de proteína vegetal, como feijões, aparecem ligada à redução do risco. Não há afirmação de causalidade; trata-se de estudo observacional que identifica associações, não comprova causa e efeito.

Segundo o endocrinologista Carlos Minanni, do Einstein Hospital, cerca de 50% da associação com diabetes é mediada pelo excesso de peso. Assim, o problema pode estar no balanço calórico e na obesidade, não apenas na carne vermelha.

Mecanismos em jogo

O sobrepeso e a gordura abdominal estão ligados a resistência à insulina, destacam especialistas. A gordura saturada da carne pode dificultar a ação da insulina, reduzindo a captação de glicose pelas células.

Carne processada ainda traz nitritos e aditivos, que podem impactar a microbiota intestinal. A disbiose favorece inflamação crônica e resistência à insulina, contribuindo para alterações metabólicas.

Dietas protetoras e práticas recomendadas

Leguminosas funcionam como proteção: feijões, grão-de-bico e lentilhas oferecem proteína de qualidade e fibras que ajudam o metabolismo da glicose. Variar as opções evita monotonia nutricional.

Além das leguminosas, frutas, verduras, sementes, pescados e cereais integrais ajudam no equilíbrio glicêmico. A atividade física regular, sono adequado e controle de peso são fatores importantes para reduzir riscos metabólicos.

Observação final

Os estudos destacam a associação entre consumo elevado de carne vermelha e maior risco de diabetes, mas ressaltam a complexidade de fatores envolvidos. Não há recomendação única; mudanças alimentares devem considerar o perfil individual e a saúde geral.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais