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Hantavírus Andino: médicos avaliam rara transmissão entre humanos

Hantavírus Andes pode transmitir entre pessoas em convívio próximo, mas o principal risco continua sendo o contato com roedores silvestres

ratos – depositphotos.com / gdolgikh
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  • O hantavírus Andes pode transmitir entre pessoas apenas em circunstâncias muito específicas de contato próximo, mas, em geral, a transmissão ocorre de roedores para humanos.
  • A principal via é a inalação de partículas de urina, fezes ou saliva de roedores, especialmente em ambientes com pouca ventilação como galpões, celeiros, cabanas ou construções abandonadas.
  • Transmissão entre pessoas é rara, geralmente entre familiares ou parceiros extremamente próximos, sem evidência de disseminação rápida em escolas, locais de trabalho ou transporte.
  • A circulação entre humanos não é tão eficiente quanto a de vírus respiratórios comuns; quando ocorre, envolve gotículas maiores ou contato direto com secreções em ambiente fechado.
  • O hantavírus Andes é observado principalmente na América do Sul (ex.: Chile e Argentina) e requer vigilância; prevenção envolve evitar contato com roedores e adotar medidas de proteção em situações de convívio com infectados.

O hantavírus Andes está recebendo atenção de pesquisadores por apresentar transmissão entre pessoas de forma rara. O risco principal continua ligado ao contato com roedores silvestres infectados, sobretudo em áreas rurais e ambientes onde esses animais circulam com facilidade.

O vírus pertence ao grupo que causa a síndrome cardiopulmonar por hantavírus. O quadro costuma iniciar com febre, dor no corpo e mal-estar; pode evoluir para falta de ar e queda de pressão. A transmissão predominantemente acontece quando há inalação de material contaminado de roedores.

A principal forma de contágio segue sendo o contato com urina, fezes ou saliva de roedores; o material seco se mistura ao pó e é inalado. Inalação em galpões, celeiros fechados, cabanas abandonadas e locais com ninhos de ratos é especialmente arriscada.

Transmissão entre humanos?

Relatos científicos indicam episódios isolados de transmissão entre pessoas, principalmente em ambientes de convivência íntima. Esse cenário permanece raro e não envolve cadeias amplas como em doenças respiratórias sazonais. Cadências de contágio costumam se limitar a poucos indivíduos.

Fatores associados à transmissão entre pessoas incluem contato direto com secreções respiratórias, beijos durante o período sintomático, compartilhamento de cama em locais sem boa ventilação e exposição prolongada ao mesmo espaço.

Considerações práticas de prevenção

A convivência casual não amplia o risco de forma relevante. Em ambientes fechados com infestação, recomenda-se abrir portas e janelas para ventilar, umedecer o local para reduzir poeira, usar luvas, máscara e proteção ocular quando possível, e evitar varrer a seco.

Diferenciais e vigilância

O hantavírus Andes é particularmente relevante por sua distribuição na América do Sul, com registros no Chile e na Argentina, além de seu potencial de transmissão entre pessoas em situações limitadas. Outros hantavírus mantêm o contágio restrito ao contato com roedores, sem passagem entre indivíduos.

A evolução clínica pode ser rápida, exigindo reconhecimento precoce de sintomas e histórico de exposição. As equipes de saúde enfatizam medidas simples de proteção para familiares e profissionais, buscando reduzir atrasos no diagnóstico.

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