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Nasa planeja missão inédita para explorar o centro da Via Láctea

Missão conjunta de Hubble e Telescópio Espacial Roman visa mapear o centro da Via Láctea, criando censo cósmico e identificando planetas errantes e buracos negros

A imagem obtida pelo levantamento VISTA VVV revela o "bojo galáctico" nas proximidades de Sagitário A - (crédito: NASA/divulgação )
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  • A Nasa anunciou uma missão inédita para investigar o centro da Via Láctea com os telescópios Hubble e Nancy Grace Roman, prevista para setembro.
  • O Roman será o instrumento principal na fase inicial, com campo de visão mais amplo que o Hubble, permitindo observar milhões de estrelas ao mesmo tempo.
  • O Hubble pode catalogar entre vinte e trinta milhões de estrelas, enquanto o Roman pode chegar a até trezentos milhões, contribuindo para um “censo cósmico” do centro galáctico.
  • A estratégia usa microlente gravitacional para detectar objetos quase invisíveis, como planetas sem estrela, pequenos corpos rochosos e buracos negros isolados.
  • Entre os alvos estão planetas errantes, buracos negros de massa estelar e corpos do tamanho de Marte; o objetivo é mapear poeira e gás cósmico e ampliar o entendimento sobre a formação e a dinâmica da Via Láctea.

A Nasa anunciou nesta segunda-feira, 11 de maio, a preparação de uma missão inédita para explorar o centro da Via Láctea com o auxílio dos telescópios espaciais Hubble e Nancy Grace Roman. A operação busca mapear a região central da galáxia, rica em estrelas, poeira e objetos ainda desconhecidos pela ciência, com previsão de início em setembro.

O Roman fará o lançamento principal nesta fase inicial, com um campo de visão muito maior que o do Hubble. Ele poderá observar milhões de estrelas ao mesmo tempo, produzindo imagens de alta resolução do centro galáctico.

O Hubble continuará a catalogar entre 20 e 30 milhões de estrelas, enquanto o Roman pode ampliar esse total para cerca de 300 milhões. Cientistas visam estabelecer um censo cósmico da região central para entender distribuição e evolução estelar ao longo do tempo.

A estratégia envolve observar o antes e o depois, usando imagens de referência geradas em maio de 2025 pelo Hubble para identificar mudanças em objetos celestes. Essas referências ajudam a determinar quem esteve envolvido em fenômenos específicos.

Como o centro abriga estrelas muito próximas, os registros do Hubble ajudam a identificar com precisão alterações, movimentos ou variações de brilho durante eventos futuros. A comparação entre dados facilita o rastreio de fenômenos astronômicos.

A técnica-chave é a microlente gravitacional, que usa a gravidade de objetos massivos como lente natural para ampliar a luz de estrelas distantes. O método permite detectar planetas sem estrela, objetos rochosos e até buracos negros isolados.

Entre os alvos estão planetas errantes, que vagam sem estrela; buracos negros de massa estelar; e corpos do tamanho de Marte que cruzam o campo de visão. A combinação dos dados prometida pelos dois instrumentos tende a ampliar a precisão das medições.

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