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Queda de químicos persistentes em ovos de aves marinhas é vitória da regulação

Queda de até 74% nos PFOS em ovos de gaivotas do Canadá sinaliza eficácia regulatória; porém novos PFAS permanecem com riscos ambientais

Northern gannets on Canada’s Bonaventure Island, the birds’ largest colony in North America.
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  • Estudo de 55 anos acompanhou ovos de ganso-do-norte na região do St. Lawrence, em Bonaventure Island, Canadá, revelando queda acentuada de PFAS na população de seabirds.
  • PFOS (fosfo-fluoross) caiu de 100 ppb no pico para 26 ppb em 2024, uma redução de 74%.
  • PFOA registrou queda de cerca de 40% ao longo do período, com leve recuo nos anos recentes.
  • PFHxS caiu de 0,69 ppb para 0,19 ppb, redução de aproximadamente 72%.
  • A queda está associada a regulações e a movimentos da indústria, como a 3M deixando de usar PFOS; ainda assim, substitutos aparecem e requerem vigilância contínua.

O estudo revisa 55 anos de dados sobre níveis de PFAS nos ovos de gaivotas-do-norte na região da bacia do estreito de Saint-Laurent, no Canadá. Os resultados indicam queda acentuada de alguns compostos, atribuída a regulações e mudanças na indústria química. As conclusões são apresentadas como evidência de efetividade da gestão regulatória.

Os pesquisadores analisaram amostras de ovos coletados na ilha Bonaventure, uma das maiores colônias de gaivotas-do-norte da América do Norte. O período acompanha o auge do uso de PFAS na década de 1990 e início dos anos 2000, seguido de queda após medidas regulatórias. A pesquisa é publicada em revista especializada.

A queda mais expressiva ocorreu para PFOS, que caiu de pico de 100 ppb para 26 ppb em 2024, uma redução de 74%. O PFOA também recuou, em torno de 40%, com leve aumento recente em anos mais recentes. Já o PFHxS caiu de 0,69 para 0,19 ppb, cerca de 72%.

Contexto regulatório e impactos

A redução coincide com pressão regulatória internacional e mudanças do setor. A 3M deixou de produzir PFOS e PFOA numa fase de transição iniciada na década passada. Em 2015, grandes fabricantes concordaram com a EPA para eliminar PFOS e PFOA, reduzindo emissões e uso.

A família PFAS inclui milhares de compostos usados para repelência à água e ao calor. São chamados de “químicos eternos” por sua persistência ambiental. Reguladores em vários países apropriaram-se de ações para mitigar riscos à saúde humana e à fauna.

Perspectiva científica e limitações

O estudo aponta que, apesar das reduções, certos PFAS de nova geração podem continuar representando riscos, pois não se acumulam da mesma forma em animais. Mesmo com quedas observadas, PFOS tende a permanecer no ambiente e em organismos por décadas, mantendo necessidade de vigilância científica.

Os autores ressaltam a importância de monitoramento contínuo e de manter políticas públicas atentas a novos compostos. A pesquisa enfatiza que quedas significativas em ovos de gaivota sinalizam efeitos positivos de regulação, embora os riscos permaneçam.

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