- O Ministério da Saúde confirmou que dois casos de hantavirose no Rio Grande do Sul não pertencem ao genótipo Andes, variante transmissível entre humanos; o vírus está ligado a roedores.
- Os sintomas mais comuns incluem febre alta, dor de cabeça, mal-estar, náusea, vômito, diarreia e tosse seca; o quadro pode evoluir de forma rápida, tornando o diagnóstico precoce crucial.
- A semelhança com sintomas de dengue pode levar à confusão no diagnóstico e no tratamento; hidratação excessiva pode piorar a hantavirose, pois o foco da infecção é o pulmão e os vasos ficam dilatados.
- Não há antiviral específico para hantavírus; o tratamento é suporte respiratório e manejo clínico adequado, que pode levar a 60% a 80% de recuperação.
- A entrevista com a infectologista Elba Lemos, da Sociedade Brasileira de Infectologia, destaca cuidados preventivos e a importância do diagnóstico precoce.
O Ministério da Saúde confirmou que os dois casos de hantavirose registrados no Rio Grande do Sul não pertencem ao genótipo Andes, variante transmitida entre humanos em cruzeiros com surto da doença. A informação foi divulgada pela pesquisadora e médica Elba Lemos, da SBI, durante participação no Alerta Brasil nesta terça-feira.
Ela ressaltou que o Brasil possui várias variantes do hantavírus, mas nenhuma delas permite transmissão entre pessoas. De acordo com a especialista, a transmissão ocorre principalmente por contato com roedores, incluindo urina, fezes e saliva, que liberam partículas virais ao serem inaladas.
Os sintomas comumente observados incluem febre alta, dor de cabeça, indisposição e mal-estar. Náusea, vômito, diarreia e tosse seca também podem surgir. O diagnóstico precoce é crucial, pois o avanço rápido da doença pode exigir intervenção imediata.
Cuidados e diagnóstico
A médica enfatizou que o tratamento da hantavirose é de suporte. Não há antiviral específico disponível no momento. O manejo adequado envolve monitoramento intensivo e suporte respiratório quando necessário, aumentando as chances de sobrevivência.
A estimativa de recuperação varia conforme a gravidade do quadro. Em pacientes bem conduzidos, a taxa de sobrevida pode ficar entre 60% e 80%, ainda que a convalescência possa se estender por meses. A orientação é buscar atendimento rápido ao surgirem sinais sugestivos.
Entre na conversa da comunidade