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Terapia experimental da Unicamp reduz tumores de pele sem cirurgia

Terapia à base de prata e nimesulida reduz tumores de pele sem cirurgia; fase 1 em humanos avalia dose e segurança com potencial baixo custo no SUS

O câncer de pele não melanoma é o tipo de câncer mais incidente no Brasil
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  • Pesquisadores da Unicamp desenvolveram a terapia experimental AgNMS, composto de prata com anti-inflamatório, que reduziu tumores de carcinoma espinocelular em camundongos sem toxicidade aparente.
  • Em testes in vitro, o AgNMS matou células tumorais de carcinoma espinocelular e poupou células saudáveis.
  • Atualmente, está em fase de fase 1 em humanos, com seis pacientes, e a dosagem inicial foi bem tolerada, sem efeitos colaterais locais ou sistêmicos.
  • Se os resultados se confirmarem, haverá a transição para a fase 2, com 20 a 30 pacientes, para avaliar a eficácia, buscando aprovação da Anvisa.
  • O objetivo é disponibilizar a solução no Sistema Único de Saúde como uma alternativa de baixo custo que possa evitar cirurgia e tratamentos mais caros.

O câncer de pele não melanoma é o tipo mais incidente no Brasil, com estimativa de 263.280 novos casos entre 2026 e 2028. O tratamento padrão hoje é a ressecção cirúrgica, que pode deixar cicatrizes ou comprometer funções.

Pesquisadores da Unicamp desenvolveram uma terapia experimental chamada AgNMS, feita a partir de um complexo de prata aliado à nimesulida. O objetivo é oferecer uma alternativa de baixo custo que reduza tumores sem cirurgia.

O composto surgiu no IQ, na FCM e na FCF da Unicamp. A ideia é explorar a ação antitumoral da prata associada à propriedade anti-inflamatória da nimesulida, visando tumores de pele não melanoma, especialmente carcinoma espinocelular.

Inicialmente, o AgNMS foi testado in vitro em células de CCE, modelo comum de câncer de pele, mostrando morte das células tumorais e preservação das saudáveis. Em seguida, passagens para testes em camundongos indicaram redução expressiva dos tumores.

Avanços em testes clínicos

A pesquisa avançou para o estudo em humanos após patentes registradas pela Inova-Unicamp. Em 2025, com apoio da Fapesp, foram iniciados testes de fase 1 em seis pacientes. O objetivo é definir a dose ideal, com monitoramento de efeitos colaterais.

Até o momento, a fase 1 não registrou efeitos adversos locais ou sistêmicos. Os pacientes receberam uma dosagem inicial baixa e não houve alterações hematológicas, renais ou hepáticas observadas até agora.

Caso a fase 1 confirme segurança e eficácia, a equipe planeja ampliar para a fase 2, com 20 a 30 participantes. A meta é avaliar a eficácia da terapia e, se bem-sucedida, solicitar aprovação da Anvisa.

A equipe aguarda aprovação regulatória para levar o tratamento ao mercado. A perspectiva é tornar o AgNMS uma opção de baixo custo no SUS, evitando cirurgias invasivas e tratamentos mais complexos.

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