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Acariciar cão reduz pressão arterial, aponta estudo sobre oxitocina

Acariciar cães reduz pressão arterial e ansiedade, com aumento de oxitocina e vasodilatação em humanos e cães, segundo estudos

Mulher acaricia cachorro – depositphotos.com / AndrewLozovyi
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  • O toque em um cão reduz a pressão arterial e a frequência cardíaca em minutos, com efeito mais forte quando há contato visual suave e carinho ritmado.
  • A interação eleva a oxitocina em humanos e em cães, reduzindo cortisol e induzindo sensação de segurança.
  • A oxitocina provoca vasodilatação e atua no sistema neuroendócrino, facilitando a circulação e modulando neurotransmissores ligados ao humor.
  • Sessões de terapia com cães, de 10 a 15 minutos, podem reduzir a pressão arterial de pacientes em hospitais e ambientes controlados.
  • Em rotina, a relação humanos–cães pode favorecer regulação emocional, menor estresse e melhor atenção, com programas estruturados de pet therapy.

Ao acariciar um cão, a pressão arterial pode cair em minutos, segundo pesquisas recentes. O estudo aponta que o toque acalma humanos e animais ao estimular a liberação de oxitocina, conhecida como molécula do amor, em ambos os corpos. A interação acontece em ambientes controlados e em situações cotidianas.

Resultados de monitoramento em tempo real mostram queda da frequência cardíaca e da pressão arterial, especialmente quando há contato visual suave e movimentos ritmados. O efeito ocorre via ativação do sistema parassimpático, promovendo relaxamento e melhor circulação sanguínea.

A oxitocina é liberada pelo cérebro durante o contato, fortalecendo vínculos e reduzindo o cortisol, principal marcador de estresse. Em pessoas e cães, o ciclo de liberação se intensifica com olhares trocados e carícias repetidas, gerando sensação de segurança.

Mecanismo biológico da oxitocina

O toque repetido envia sinais à pele, que chegam ao cérebro e acionam regiões como o hipotálamo. A oxitocina circula no sangue e atua em vasos, neurônios e coração, promovendo vasodilatação e melhoria na circulação. Além disso, modula serotonina e dopamina, influenciando humor e motivação.

No cão, a resposta é semelhante: toque em áreas como cabeça, pescoço e dorso aumenta a oxitocina no plasma e reduz hormônios do estresse. A convivência entre humanos e cães ao longo de milênios sustenta esse vínculo hormonal.

Essa combinação de queda de cortisol, vasodilatação e aumento de oxitocina funciona como ansiolitico natural. O toque, o pelo e a temperatura do corpo do cão criam um ambiente de segurança, reduzindo ativação de áreas associadas ao medo.

Aplicações terapêuticas

Programas de pet therapy em hospitais, escolas e instituições utilizam esses efeitos de forma estruturada. Interações breves com cães de terapia já geram mudanças mensuráveis nos monitores de pacientes. Em geral, 10 a 15 minutos podem ser suficientes.

A prática regular de carinho e caminhadas com cães pode levar a melhor controle da pressão arterial ao longo do tempo. A rotina de apoio emocional com animais tende a consolidar padrões de regulação emocional mais estáveis.

Sugestões para quem deseja aproveitar os benefícios incluem horários fixos para momentos de calma com o cão, carícias lentas em ambiente tranquilo e atenção aos sinais de conforto do animal.

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