- Estudo publicado na BMJ Mental Health aponta que pessoas nascidas entre 1950 e 1970 apresentam maior resiliência emocional em comparação com grupos mais jovens.
- A vantagem estaria ligada à forma como essa geração cresceu: mais autonomia, menos estímulos digitais e mais relações presenciais.
- Segundo os pesquisadores, esse perfil facilita enfrentar dificuldades sem perder o equilíbrio emocional.
- A geração vivenciou transformações sociais, econômicas e tecnológicas ao longo da vida adulta, o que ajudaria na adaptação emocional e na tolerância à incerteza.
- A menor exposição a redes sociais durante a infância é citada como fator relevante para relações mais estáveis e percepção menos ansiosa da própria trajetória.
Um estudo internacional, publicado na revista BMJ Mental Health, aponta que pessoas nascidas entre 1950 e 1970 podem ter desenvolvido uma vantagem psicológica relevante: maior resiliência emocional.
Segundo a pesquisa, esse grupo tende a enfrentar dificuldades sem perder o equilíbrio emocional, em comparação a gerações mais jovens. A explicação está no ambiente de formação dessa parcela da população.
Os autores indicam que a autonomia, menos estímulos digitais e relações presenciais mais frequentes contribuíram para essa capacidade de lidar com frustrações e mudanças. A ausência de redes sociais na infância também é citada como fator.
Pontos-chave do estudo
A geração estudada viveu transformações sociais, econômicas e tecnológicas ao longo da vida adulta. Essas mudanças teriam favorecido a adaptação emocional e a tolerância à incerteza, segundo os pesquisadores.
A pesquisa ressalta que a menor exposição a comparações online durante a juventude pode ter favorecido relações estáveis e menos ansiedade quanto ao próprio trajeto de vida.
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