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Síndrome dos ovários policísticos muda de nome após consenso global

SOP passa a se chamar Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP) após consenso global de 56 entidades e mais de 14 mil respostas

Síndrome dos ovários policísticos muda de nome
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  • A Síndrome dos Ovários Policísticos passou a ser chamada de Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP).
  • A mudança foi publicada na The Lancet na terça-feira, 12, após consenso global envolvendo 56 organizações e mais de 14 mil respostas em consultas.
  • O antigo nome SOP é considerado impreciso porque sugere cistos ovarianos, ocultando características endócrinas e metabólicas e dificultando diagnóstico e tratamento.
  • Cerca de 170 milhões de mulheres no mundo são afetadas, e até 70% podem ficar sem diagnóstico.
  • A nova nomenclatura ressalta o envolvimento de múltiplos hormônios (poliendócrina) e a relação com resistência à insulina, ganho de peso e risco aumentado de diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.

A Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP) recebeu uma nova denominação após um consenso global entre a comunidade médica. O diagnóstico passa a ser chamado de Síndrome Ovariana Metabólica Poliendócrina (SOMP). A mudança foi publicada na revista The Lancet, na terça-feira passada (12), após avaliação de especialistas e entidades acadêmicas.

A decisão aponta que o termo SOP é impreciso, associando-se a cistos ovarianos patológicos e obscurecendo características endócrinas e metabólicas da condição. Segundo o estudo, esse entendimento errado pode atrasar o diagnóstico, prejudicar o atendimento e manter o estigma.

O consenso envolveu 56 organizações científicas, clínicas e de pacientes de diferentes regiões, além de receber mais de 14 mil respostas em consultas públicas. A revisão visa promover diagnóstico mais preciso e políticas de saúde mais eficientes.

A nova nomenclatura enfatiza múltiplos hormônios envolvidos (poliendócrina) e a relação com resistência à insulina, ganho de peso e riscos aumentados de diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares. Estima-se que a condição afete cerca de 170 milhões de mulheres mundialmente.

Ainda de acordo com o estudo, até 70% das pessoas com a condição permanecem sem diagnóstico, o que reforça a necessidade de atualização de diretrizes clínicas e de conscientização entre profissionais de saúde e pacientes.

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