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Drone ultraleve inspirado em abelhas pode revolucionar entregas e agricultura

Drone ultraleve inspirado em abelhas usa memória de apenas 42 kilobytes para navegação autônoma, abrindo caminho para entregas, agricultura e monitoramento

Drone Bee-Nav: drones em estufas podem ajudar no monitoramento das plantações, aumentando a produtividade agrícola e reduzindo desperdícios.
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  • Pesquisadores da Delft University of Technology desenvolveram o Bee-Nav, sistema que permite a drones encontrar o caminho de volta imitando o cérebro de abelhas.
  • O sistema usa apenas 42 kilobytes de memória e interpreta imagens panorâmicas para calcular a direção e a distância até o lar.
  • Em testes ao ar livre, o drone percorreu mais de 600 metros e retornou sozinho, com memória muito menor do que a de uma mensagem de texto.
  • Os cientistas dizem que a tecnologia pode tornar drones menores, mais baratos e energeticamente mais eficientes, com aplicações em estufas, entregas, inspeção industrial e monitoramento ambiental.
  • Na agricultura, drones ultraleves poderiam identificar pragas e doenças sem GPS ou computadores potentes, além de ajudar a explicar como insetos se orientam com cérebros pequenos.

Pesquisadores europeus desenvolveram um sistema que permite drones encontrarem o caminho de volta sozinho, imitando o cérebro de abelhas. O Bee-Nav foi criado pela Delft University of Technology, na Holanda, e usa apenas 42 kilobytes de memória.

A técnica não usa mapas detalhados. Em vez disso, o drone aprende referências visuais durante um breve voo de reconhecimento, semelhante ao comportamento das abelhas ao deixar a colmeia pela primeira vez.

O estudo, publicado na Nature, foi conduzido por especialistas da Delft. O objetivo é criar drones menores, mais baratos e energeticamente mais eficientes.

Nos testes ao ar livre, o Bee-Nav percorreu mais de 600 metros e retornou de forma autônoma, com memória inferior à de uma mensagem de texto. O desempenho surpreende pela eficiência.

Aplicações e desdobramentos

Especialistas afirmam que a tecnologia pode acelerar o uso de drones em estufas agrícolas, entregas, inspeções industriais e monitoramento ambiental, sem depender de GPS ou computadores potentes.

A técnica pode permitir drones ultraleves que identificam pragas e doenças em plantações, ampliando a precisão de monitoramento com consumo reduzido de energia.

Além do âmbito tecnológico, o estudo oferece insights sobre como insetos conseguem se orientar com cérebros tão pequenos, contribuindo para a biologia da navegação.

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