- A previsão da NOAA indica que o El Niño pode surgir em breve, com 82% de chance nos próximos dois a três meses, podendo chegar a níveis “muito fortes” até o inverno boreal de 2026-2027.
- Mesmo que a fase mais intensa se confirme apenas no fim do ano, o El Niño pode influenciar a temporada de furacões (junho a novembro), reduzindo a atividade no Atlântico e aumentando a no Pacífico.
- Há 96% de chance de o El Niño estar ativo entre dezembro de 2026 e fevereiro de 2027.
- A previsão sugere impactos diferentes: pode favorecer a região do Golfo e da costa leste dos EUA, e preocupar o Sudoeste dos EUA e o Havaí, onde mais furacões podem ocorrer.
- Mesmo com o El Niño, não há garantia de menos furacões no Atlântico; basta um ciclone para tornar a temporada ruim.
El Niño pode aumentar a atividade de tempestades no Pacífico e reduzir na Atlântico, conforme previsão divulgada no dia 14 de maio por cientistas do NOAA, o Centro de Previsão Climática. A projeção aponta surgimento em breve, com potencial de atingir níveis muito fortes ainda neste ano.
Segundo o NOAA, há 82% de chance de o fenômeno emergir nos próximos 2 a 3 meses e 96% de chance de permanecer até o inverno boreal de 2026-27. Mesmo que o pico não ocorra imediatamente, a influência de El Niño pode se sentir durante a temporada de furacões de 2026.
Probabilidade e impactos esperados
El Niño costuma aumentar o cisalhamento do vento na Atlântico, o que tende a impedir o desenvolvimento de tempestades por lá. No Pacífico, em contrapartida, o cisalhamento diminui, favorecendo mais storms. Assim, atividades diferentes entre bacias são previstas pela meteorologia.
O NOAA ressalta que a temporada de furacões pode seguir com variação entre regiões; a presença de El Niño eleva o risco de mais tempestades no Pacífico central e oriental, enquanto pode reduzir a atividade no Atlântico, mas não elimina completamente a possibilidade de impactos adversos.
Implicações regionais e contexto histórico
Antes do início oficial da temporada, a expectativa é de aumento de chuva em partes do sul da América do Sul, sul dos Estados Unidos e regiões da África Oriental, com áreas de seca em Austrália e Ásia. A equipe de previsão destaca que, mesmo com níveis fortes, impactos variam conforme evolução do fenômeno.
Para a população e autoridades, a mensagem central é a incerteza: mudanças no ENSO influenciam padrões climáticos, mas não determinam resultados com exatidão. O acompanhamento contínuo é fundamental para ajustes em preparedness e resposta a emergências.
Fonte: NOAA Centro de Previsão Climática. Contribuição adicional de especialistas da USA TODAY.
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