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Novo comprimido para obesidade evita reganho de peso após emagrecimento

Medicamento oral orforglipron mantém boa parte da perda de peso após emagrecimento, com adesão facilitada, em estudo de fase 3b

Pesquisa destaca nova estratégia contra efeito sanfona. (Foto: Studioroman via Canva)
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  • Estudo de fase três b, publicado na Nature Medicine, avaliou o comprimido oral orforglipron para manter a perda de peso ao longo de 52 semanas.
  • Entre quem já havia usado tirzepatida, o grupo que recebeu orforglipron manteve cerca de 74,7% da perda de peso, enquanto o grupo que recebeu placebo manteve 49,2%.
  • Entre os que já tinham utilizado semaglutida, o orforglipron manteve 79,3% da redução de peso e o placebo cerca de 37,6%.
  • Todos os principais objetivos secundários do estudo foram atingidos, fortalecendo a evidência de eficácia do tratamento.
  • A administração por via oral pode melhorar a adesão e ampliar o acesso a terapias contra obesidade, com efeitos colaterais gastrointestinais geralmente leves ou moderados.

O estudo internacional, publicado em 2026 na Nature Medicine, avaliou o comprimido orforglipron, um agonista oral de GLP-1, para manter a perda de peso após emagrecimento. Liderado por Louis J. Aronne, o trial mostrou efeitos promissores sem necessidade de injeções diárias.

Pacientes que já haviam emagrecido com terapias injetáveis foram acompanhados por 52 semanas, recebendo orforglipron ou placebo. O objetivo foi verificar se a manutenção do peso fica mais estável com o uso do medicamento oral.

A pesquisa reforça a importância da continuidade terapêutica no manejo da obesidade, destacando que a versão oral pode facilitar adesão e ampliar o acesso ao tratamento, frente a custos e logística.

Resultados do estudo

Entre participantes previamente tratados com tirzepatida, o grupo que usou orforglipron manteve 74,7% da perda de peso, frente a 49,2% no grupo placebo. A comparação com semaglutida mostrou 79,3% vs 37,6%.

Entre quem havia utilizado apenas semaglutida, as diferenças foram de 79,3% (orforglipron) e 37,6% (placebo). Todos os principais objetivos secundários do estudo foram alcançados, segundo os autores.

As reações adversas mais comuns foram gastrintestinais, como náusea e desconforto digestivo. A maioria dos eventos foi classificada como leve ou moderada, sem relatos graves amplos.

Implicações e próximos passos

O formato oral pode facilitar a adesão para pacientes com dificuldade de aplicações injetáveis. A pesquisa sugere que o orforglipron pode ampliar o acesso global a terapias antiobesidade, especialmente onde custos são elevados ou logística é complexa.

Embora o estudo não compare diretamente com uso contínuo de medicamentos injetáveis, os resultados indicam potencial papel do composto na manutenção de peso a longo prazo, abrindo caminho para novas avaliações clínicas e rotas regulatórias.

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