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Partículas muito pequenas podem resfriar o planeta, afirma empresa tecnológica

Stardust Solutions divulga propriedades de partículas para geoingenharia solar; testes restritos a laboratório geram debate sobre atuação privada na atmosfera

An enclosed test chamber at Stardust Solutions, an Israeli tech company that says can help cool the planet by reflecting sunlight away from the Earth.
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  • Stardust Solutions, empresa privada fundada em 2023, propõe jogar esferas minúsculas na atmosfera para refletir a radiação solar e, assim, resfriar o planeta.
  • Nesta quinta, a companhia divulgou detalhes da pesquisa sobre as propriedades químicas das partículas, impactos na atmosfera e como aeronaves as dispersariam.
  • A empresa já levantou 75 milhões de dólares, pediu patente e está submetendo seus estudos a revistas científicas para revisão por pares.
  • O CEO é Yanai Yedvab, ex-membro do programa de energia nuclear de Israel; ele afirmou que os testes até o momento ocorreram apenas em laboratório e não existem planos para testes ao ar livre, que dependeriam de acordo governamental com regras e salvaguardas.
  • Defensores argumentam que a geoengenharia solar é uma ferramenta poderosa a ser considerada, enquanto críticos dizem que empresas privadas não devem modificar a atmosfera.

Stardust Solutions, empresa privada, afirma que suas esferas muito pequenas podem refletir parte da radiação solar sem causar danos à população ou ao ambiente. O objetivo é reduzir o aquecimento global por meio da geoengenharia solar.

A companhia, liderada por ex-membros do programa de energia nuclear de Israel, divulgou detalhes de seus materiais. O material, o modo de dispersão por aeronaves e os efeitos na atmosfera foram apresentados em pesquisa publicada nesta semana.

Fundada em 2023, a empresa já atraiu aproximadamente 75 milhões de dólares em investimentos, registrou pedido de patente e submete seus resultados a periódicos para revisão por pares. Yanai Yedvab, CEO, afirma que apenas testes laboratoriais foram realizados até agora.

Para Yuval Yedvab, os testes ao ar livre seriam realizados apenas em cooperação com governos, com regras e salvaguardas claras. A direção ressalta que não há planos de ensaios fora de ambientes controlados neste momento.

Detalhes técnicos

A equipe aponta propriedades químicas das partículas, impactos potenciais na atmosfera e procedimentos de dispersão em voo de alto alcance. A divulgação enfatiza que a estratégia requer avaliação de políticas públicas e engenharia de implementação.

A entrevista com o CEO ressalta a intenção de abrir o debate entre formuladores de políticas. Segundo ele, a ferramenta poderia tornar-se disponível para testes em breve, desde que haja diretrizes governamentais robustas.

Prossupostos e próximos passos

A empresa diz que o tema é relevante diante de emissões de gases de efeito estufa em níveis recordes. A divulgação visa situar a comunidade científica sobre possibilidades técnicas e riscos associados.

Especialistas independentes não foram citados na divulgação, e o texto não descreve etapas regulatórias específicas. A matéria não apresenta recomendações políticas nem opiniões sobre a viabilidade econômica.

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