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Da cartesianismo à teoria sistêmica: memória, curas e outras aplicações

Da cartesianismo à teoria sistêmica, decompor e integrar redes favorece avanços no câncer e orienta políticas universitárias mais colaborativas

Ana Paula de Melo Loureiro – Foto: Arquivo pessoal
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  • A autora resume as quatro regras do pensamento de Descartes para buscar conhecimento com duvida, divisão de problemas, organização progressive e revisões completas.
  • A abordagem analítica divide o câncer em mecanismos moleculares, celulares e bioquímicos, permitindo avanços como identificação de mutações e terapias‑alvo, mas revela a complexidade do sistema tumoral.
  • O câncer é visto como sistema dinâmico composto por células, matriz, vasos, sistema imune e ambiente; as células tumorais evoluem e modificam o ambiente, exigindo visão holística das redes de eventos.
  • Surge a ideia de Saudômica, uma saúde integrada que combina dados biológicos (genômica, epigenômica, transcriptômica, proteômica, metabolômica, exposômica) com informações clínicas e contextos de vida.
  • A universidade é apresentada como sistema complexo que envolve ensino, pesquisa, extensão e responsabilidade social; a visão sistêmica favorece cooperação, avaliação menos reducionista e políticas institucionais mais colaborativas.

Ana Paula de Melo Loureiro, professora da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da USP, revisita a relação entre pensamento cartesiano e teoria sistêmica, com foco na saúde, educação e pesquisa. O texto destaca como a decomposição analítica revelou avanços, especialmente no câncer.

A autora mostra que o método cartesiano orienta a divisão de problemas em partes para entender mecanismos moleculares, celulares e bioquímicos. A partir disso, surgem terapias-alvo e conhecimento sobre mutações, vias de sinalização e metabolismo tumoral.

Segundo a leitura, o câncer é um sistema dinâmico que envolve células, matriz, vasos, imunidade, metabolismo e ambiente. Células tumorais evoluem, criam clones e modificam o entorno, evidenciando a necessidade de uma visão holística das redes de eventos.

A reportagem ressalta a evolução para a Saudômica, uma abordagem que integra dados genômicos, epigenômicos, proteômicos e sociais para saúde integral. O objetivo é prevenção, diagnóstico precoce e tratamentos mais eficazes, com base em avaliações multiescala.

Aperfeiçoamento institucional e educação

O texto destaca a teoria geral dos sistemas, de Bertalanffy, aplicada à universidade como sistema complexo. Ensino, pesquisa, extensão e responsabilidade social se inter-relacionam, influenciando a qualidade da vida acadêmica e os resultados institucionais.

A partir dessa visão, defende-se formação de intérpretes de sistemas complexos: profissionais capazes de mapear relações, contextos e soluções sem ampliar déficits do conjunto. Educação, pesquisa e cura seriam práticas interligadas.

A reportagem reforça que a abordagem sistêmica pode renovar a cultura universitária, estimulando pesquisa interdisciplinar, avaliação menos reducionista e ambientes de trabalho saudáveis. Também sugere políticas institucionais mais colaborativas.

Nessa linha, Loureiro afirma que lembrar da teoria sistêmica é reconhecer que a missão universitária cresce ao religar partes separadas, promovendo avanços significativos no conhecimento.

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