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Endometriose pode influenciar o bebê na gravidez aponta estudo

Estudo canadense aponta aumento relativo de 16% no risco de anomalias congênitas em bebês de gestantes com endometriose, embora o risco absoluto permaneça baixo

Endometriose na gravidez
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  • Estudo canadense analisou mais de 1,4 milhão de partos em Ontário (2006–2021) e cerca de 33 mil bebês nasceram de mães com endometriose.
  • Entre filas com endometriose, 6,3% apresentaram alguma anomalia congênita, frente a 5,4% entre mães sem a doença.
  • Após ajustar por idade, infertilidade e outras condições, houve aumento relativo de 16% no risco de anomalias congênitas.
  • Possível explicação sugerida é que inflamação crônica associada à endometriose, junto com estresse oxidativo, possa interferir no início do desenvolvimento embrionário.
  • Também houve pequena contribuição de tratamentos de reprodução assistida (fertilização in vitro) para parte da associação, mas a maior parcela está relacionada à endometriose; risco absoluto continua baixo.

Um estudo canadense associou a endometriose a um incremento relativo de anomalias congênitas em bebês nascidos de mães com a doença. A pesquisa analisou dados de partos ocorridos entre 2006 e 2021, em Ontário, no Canadá.

Ao todo, foram pesquisados mais de 1,4 milhão de nascimentos, incluindo pouco mais de 33 mil filhos de mulheres com endometriose. Os dados indicaram que 6,3% dos bebês de mães com a doença apresentaram alguma anomalia congênita, ante 5,4% no grupo sem a condição.

Após ajustar por fatores como idade, infertilidade e outras condições de saúde, os autores observaram um aumento relativo de 16% no risco de anomalias entre gestantes com endometriose. A diferença prática, no entanto, permaneceu de baixa magnitude.

Hipóteses levantadas

A endometriose é uma doença inflamatória crônica que pode manter um ambiente de inflamação no organismo. Pesquisadores sugerem que essa inflamação, associada ao estresse oxidativo, possa interferir de modo sutil nas fases iniciais do desenvolvimento embrionário.

As hipóteses representam possibilidades biológicas que precisam de confirmação em estudos futuros, não constituindo evidência de causalidade direta.

Fatores relacionados à reprodução assistida

A pesquisa investigou ainda se tratamentos de fertilidade, como a fertilização in vitro (FIV), poderiam explicar parte do aumento observado. Foi identificada uma pequena parcela da associação vinculada a procedimentos de reprodução assistida.

Apesar disso, a maior parte do aumento observado continua associada à endometriose em si, conforme os autores. A equipe ressalta que fatores como gravidade da doença, opções de tratamento e uso de medicamentos precisam de avaliação adicional.

Implicações para acompanhamento médico

Os autores destacam que o estudo reforça a importância do acompanhamento pré-natal cuidadoso para gestantes com endometriose. Profissionais de ginecologia, obstetrícia e reprodução humana podem considerar histórico, tratamentos e fatores de risco ao planejar a gravidez.

A pesquisa aponta que, na prática, a maioria das gestantes com endometriose terá parto sem anomalias congênitas associadas. O objetivo é orientar um acompanhamento mais personalizado durante a gestação.

Sobre a publicação

O estudo foi publicado na CMAJ, a revista da Canadian Medical Association Journal. Os autores enfatizam que os resultados exigem confirmação por novas pesquisas e não devem gerar alarme excessivo.

Leitura recomendada: estudo ressalta a importância de avaliar intervenções de treino com base em evidências científicas, sem relação com o tema em discussão.

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