- Em abril deste ano, a base sul-coreana Jang Bogo, na Antártica, viveu um episódio de ameaça com faca artesanal de cerca de 30 centímetros.
- Um membro da equipe ameaçou colegas; o objeto foi confeccionado a partir de uma chapa de aço da oficina da estação.
- Não houve feridos; os pesquisadores conseguiram conter a situação e isolar o suspeito.
- O suspeito já está em solo coreano e as autoridades investigam o caso, segundo o Ministério dos Oceanos e Pesca.
- A equipe que permaneceu na base recebeu acompanhamento psicológico após o episódio.
A estação de pesquisas sul-coreana Jang Bogo, na Antártica, viveu um episódio de ameaça e violência em abril deste ano. O fato foi divulgado recentemente pelo KOPRI, o Instituto Coreano de Pesquisa Polar, e pelo veículo The Korea Times. Não houve feridos entre os cientistas.
Segundo o relato oficial, um membro da equipe ameaçou os colegas com uma faca artesanal. O objeto, feito a partir de uma chapa de aço da oficina da estação, tinha cerca de 30 centímetros. Os pesquisadores conseguiram conter o surgimento de danos e isolaram o suspeito, que já retornou ao solo sul-coreano. As autoridades mantém as apurações em andamento.
A equipe que permaneceu na base após o episódio recebeu acompanhamento psicológico, conforme informou a imprensa sul-coreana. O incidente ocorre em momento de isolamento extremo, comum nas operações de inverno polar, quando a convivência sob confinamento é intensa.
Contexto sobre saúde mental na Antártica
Pesquisas sobre questões psicológicas na Antártica são antigas e refletem a combinação de isolamento, confinamento físico e rotina repetitiva. Estudos indicam aumento de insônia, depressão, irritabilidade e ansiedade, principalmente com permanência prolongada.
Estação Jang Bogo
A base Jang Bogo é a segunda estação sul-coreana na Antártida e a primeira situada na parte continental do continente. Inaugurada em 2014, a instalação pode acomodar mais de 60 pessoas no auge do verão polar. O complexo possui mais de 4 mil metros quadrados de área construída.
Entre na conversa da comunidade