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Peixe cabeludo é descoberto na Grande Barreira de Corais, lembra Vila Sésamo

Nova espécie de peixe cabeludo é descoberta na Grande Barreira de Corais; DNA confirma Solenostomus snuffleupagus, parente dos cavalos-marinhos

Exemplar da nova espécie registrada em seu habitat natural na Papua-Nova Guiné. O peixe chamou atenção dos cientistas pelo corpo “peludo” e focinho alongado.
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  • Peixe vermelho-alaranjado, coberto por filamentos que parecem cabelos, foi identificado como nova espécie na Grande Barreira de Corais, na Austrália.
  • recebeu o nome científico Solenostomus snuffleupagus, em referência ao personagem Sr. Snuffleupagus, da Vila Sésamo.
  • a descoberta foi publicada no Journal of Fish Biology e ajudou a esclarecer por que o animal era confundido com peixe-fantasma por conta da camuflagem extrema.
  • DNA mostrou diferença de 22% em relação ao peixe-fantasma mais próximo; modelos 3D do esqueleto destacaram mais vértebras e estruturas ósseas em formato de estrela sob a pele.
  • além da aparência “cabeluda”, o novo peixe tem corpo mais compacto; exemplares coletados mostram fêmea com 33,6 milímetros e macho com 21,3 milímetros.

Um peixe vermelho-alaranjado, coberto por filamentos que parecem cabelos e com focinho alongado, foi identificado como uma nova espécie na Grande Barreira de Corais, na Austrália. O achado foi confirmado depois de anos passando despercebido pelos cientistas. A descoberta foi publicada na Journal of Fish Biology.

Batizada como Solenostomus snuffleupagus, a espécie recebe o nome em referência ao personagem Sr. Snuffleupagus da Vila Sésamo, conhecido pelo visual peludo. O registro envolve pesquisadores que estudam parentes próximos dos cavalos-marinhos.

Os biólogos marinhos David Harasti e Graham Short notaram, a partir de imagens de mergulhadores e de plataformas de ciência cidadã, características incomuns que sugeriam uma nova espécie. A avaliação ficou mais robusta com análise genética.

Para confirmar a novidade, os especialistas coletaram exemplares no Mar de Coral e compararam o DNA com de espécies semelhantes. O resultado apontou uma diferença de 22% em relação ao peixe-fantasma mais próximo, indicando novíssima classificação.

Exemplares coletados também foram estudados por meio de tomografia de alta resolução, gerando modelos 3D do esqueleto. As análises mostraram mais vértebras e estruturas ósseas em formato de estrela sob a pele.

O animal possui corpo mais compacto e robusto que seus parentes, além de maior camuflagem entre corais e algas, facilitada pela pelagem filiforme. Essa combinação chama a atenção pela camuflagem evidente.

Os pesquisadores ressaltam que a descoberta demonstra como até ambientes bem estudados podem abrigar espécies ainda não descritas. Segundo os autores, os animais estavam “escondidos à vista de todos”.

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