Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

40 anos da noite em que caças da Força Aérea perseguiram 21 óvnis

Arquivos revelam que 21 OVNIs foram perseguidos por caças da FAB na Noite Oficial dos Óvnis, com registros de radares, rádios e testemunhos

Cúpula do Planetário Ibirapuera, na zona sul de São Paulo, onde há estudo de astronomia; cientista do local diz que não é comum ver "coisas estranhas" no céu, mas na noite de 19 de maio de 1986, a Aeronáutica admitiu que 21 objetos voadores não identificados foram avistados em 4 estados
0:00
Carregando...
0:00
  • Em 19 de maio de 1986 ocorreu a Noite Oficial dos Óvnis, quando ao menos 21 objetos voadores não identificados foram avistados em quatro estados, com registro de radares do Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo.
  • Testemunhas relataram uma luz vermelha grande, descrita como maior que um Boeing, que se deslocou pelo litoral paulista; pilotos civis e militares perseguiram os objetos com caças decolados de Anápolis (Goiás) e Santa Cruz do Sul (Rio de Janeiro).
  • No dia 23, o ministro da Aeronáutica informou que os cinco caças perseguiram 21 objetos não identificados e que não havia explicação técnica naquela época.
  • Documentos da Aeronáutica e áudios de comunicações entre controladores, oficiais e pilotos foram mantidos sob sigilo por décadas e, a partir de 2015, passaram a ficar disponíveis no Arquivo Nacional.
  • Ufólogos afirmam que o episódio teve grande número de testemunhas e abrangência; cientistas destacam que objetos voadores não identificados não implicam vida alienígena e que o céu pode apresentar diversos fenômenos luminosos.

Em 19 de maio de 1986, a chamada Noite Oficial dos Óvnis chamou a atenção de observadores em quatro estados brasileiros. Relatos indicam que ao menos 21 objetos voadores não identificados foram avistados por civis e militares, acompanhados por radares do Centro Integrado de Defesa Aérea e de Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta). A perseguição envolveu caças da Força Aérea Brasileira (FAB) e registros de comunicação entre controladores de voo e pilotos.

Em São José dos Campos, o controlador de 28 anos que atuava no aeroporto foi o primeiro a acionar o alarme ao observar uma luz incomum no céu. A comunicação com Brasília e com outras bases deu andamento à operação, com relatos de objetos que mudavam de cor e velocidade, acompanhando as manobras dos caças.

A apuração aponta que, ao todo, aeronaves civis e militares relataram avistamentos. Cinco caças da FAB decolaram de Anápolis, Santa Cruz do Sul e outras bases para interceptação. Interceptações ocorreram com velocidades supersônicas, mudanças abruptas de direção e objetos que pareciam acompanhar os aviões.

Relatos descrevem objetos com características sólidas, capazes de manter distância de observadores e evoluir em formação. Em Guaratinguetá, aproximadamente 2 mil militares assistiram aos fenômenos a olho nu ou com binóculos, em meio a relatos de intensa troca de mensagens entre controladores e pilotos.

Documentos da FAB, mantidos sob sigilo por quase 30 anos, foram liberados a partir de 2015 no Arquivo Nacional. Entre as evidências estão áudios gravados em fitas cassete, com cronologia das comunicações aeronáuticas, que mostram o intenso movimento de informações entre torre, defesa aérea e pilotos.

O episódio ocorreu em meio a cobranças públicas por transparência. Em 23 de maio de 1986, o ministro da Aeronáutica informou à imprensa que cinco caças perseguiram 21 objetos não identificados, sem que houvesse explicação técnica naquele momento. Pesquisadores descrevem a ocorrência como de alcance e duração inusuais para o tema ufologia no Brasil.

Especialistas ouvidos na época apontaram a dificuldade de esclarecer os fenômenos com dados limitados. Em relatos posteriores, o fenômeno foi descrito por ufólogos como um caso com grande número de testemunhas, cobertura geográfica ampla e duração estendida, alimentando debates sobre a natureza dos objetos.

Conjunto de dados divulgado reúne informações sobre as propriedades observadas nos objetos. Entre as características anotadas estão variação de velocidades entre subsônica e supersônica, acelerações bruscas, variação de altitude e apresentações de luzes de diferentes cores, além de reportes de soluções de voo em formação e curvas com raios variados.

Profissionais institucionais destacam que não se pode associar automaticamente os avistamentos a vida extraterrestre. A luz de observação, o contexto e a falta de explicação definitiva reforçam a necessidade de análise técnica contínua para entender fenômenos aéreos não identificados.

Para quem quiser consultar a documentação, o Sistema de Informação do Arquivo Nacional disponibiliza o acesso mediante cadastro. No campo Fundo, deve-se buscar BR DFANBSB ARX e o ano 1986. A consulta exige senha de acesso ou cadastro gov.br.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais