- A Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS) recomendou adiar cirurgias de redesignação de sexo até pelo menos 19 anos, anúncio feito em 3 de fevereiro.
- A orientação está contida em um documento de nove páginas, afirmando que há falta de evidências de segurança e que os riscos podem superar os benefícios em jovens.
- A ASPS representa cerca de 92% dos profissionais certificados nos EUA, buscando orientar casos de disforia de gênero.
- A recomendação cita estudos e revisões, incluindo a Revisão Cass e uma revisão do Departamento de Saúde dos Estados Unidos, que apontam insuficiência de pesquisas sobre danos potenciais, como infertilidade e impactos na saúde mental e física.
- Também são discutidos tratamentos hormonais, como bloqueadores da puberdade, com ressalvas sobre efeitos irreversíveis e possível esterilidade, enfatizando a necessidade de avaliações psicológicas detalhadas antes de qualquer decisão.
- Conteúdo produzido a partir de informações apuradas pela Gazeta do Povo.
A Sociedade Americana de Cirurgiões Plásticos (ASPS) pediu que cirurgias de redesignação de gênero sejam adiadas até os 19 anos. A recomendação, publicada em 3 de fevereiro, aponta falta de evidências de segurança e riscos de danos a jovens. A decisão visa orientar casos de disforia de gênero nos EUA.
A ASPS afirma que procedimentos como cirurgia de mama, genitais e reconstrução facial devem esperar até completar 19 anos. A organização representa cerca de 92% dos profissionais certificados no país e formalizou a posição em um documento de nueve páginas.
A recomendação se baseia na conclusão de que evidências atuais não demonstram benefícios superiores aos riscos de intervenções cirúrgicas e hormonais em menores. Riscos éticos, clínicos e legais elevados são citados como preocupações centrais.
A posição é corroborada por dois relatórios: a Revisão Cass, britânica, que defende cautela, e uma avaliação do Departamento de Saúde dos EUA (HHS), que aponta falta de pesquisas sobre danos, como infertilidade e impactos na saúde mental.
Além das cirurgias, a ASPS ressalta que bloqueadores de puberdade e hormônios também podem ter efeitos irreversíveis. O protocolo holandês, prática comum, é citado como potencial caminho para esterilidade quando seguido estritamente.
O acompanhamento psicológico é destacado como essencial. Avaliações psiquiátricas detalhadas devem preceder qualquer decisão de cirurgia. O direito de escolher tratamento não obriga médico a realizar o procedimento se os riscos não superarem os benefícios.
A ASPS conclui que médicos devem considerar o balanço risco/benefício, especialmente em adolescentes. A recomendação não determina uma proibição, mas orienta sobre critérios de segurança e responsabilidade clínica.
Conteúdo produzidos pela Gazeta do Povo cita fontes oficiais e a própria posição da ASPS para elucidar o tema. A reportagem completa traz dados complementares sobre evidências e práticas internacionais.
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