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Mães lideram busca por cannabis medicinal no Brasil

Mães respondem por 53% das pacientes de cannabis medicinal no Brasil; distúrbios do sono são a principal queixa, com 28,9% das ocorrências

Depois dos distúrbios do sono, dores crônicas e os quadros de ansiedade são as principais motivações para o tratamento
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  • Mulheres representam 53% dos pacientes que recorrem à cannabis medicinal no Brasil; mais de 60% das mães utilizam o tratamento para dores crônicas, ansiedade e para dormir.
  • A pesquisa do aplicativo Blis envolveu 7.092 pacientes em 989 cidades, abrangendo as 27 unidades da federação.
  • Entre as queixas, sono é o motivo em 28,9%, seguido por dores crônicas (16,3%) e ansiedade (14,9%), somando 60,1% do total.
  • O uso combinado com remédios alopáticos é o padrão para 73% dos pacientes; os dados são descritivos e não indicam eficácia clínica.
  • A maior concentração de registros é no Sudeste (61,6%), com 19,7% no Sul; 79,9% trabalham com carteira assinada e 75,1% praticam atividades físicas. Além disso, o Brasil tem estimados 873 mil pacientes ativos, segundo o Anuário da Cannabis Medicinal 2025.

Mais de 60% das mães no Brasil que recorrem à cannabis medicinal usam o tratamento para dores crônicas, ansiedade e sono. O levantamento é do aplicativo Blis, que reúne dados de 7.092 pacientes em 989 municípios, em 27 estados.

Entre as queixas, 28,9% referem-se a sono, seguidas por dores crônicas (16,3%) e ansiedade (14,9%). Somadas, essas condições respondem por 60,1% do conjunto de demandas das usuárias.

A prática habitual é associar cannabis a remédios alopáticos, adotada por 73% dos pacientes. Os responsáveis pela plataforma destacam que os resultados são descritivos e não comprovam eficácia clínica.

Acesso e contexto regulatório

A pesquisa aponta que o uso de cannabis por mulheres de 14 anos ou mais triplicou no Brasil, segundo a Unifesp: 3% em 2012 para 11% em 2023. Entre as entrevistadas, 50,6% nunca haviam tido contato com a planta antes do tratamento.

A faixa etária dominante é 45 a 64 anos, com 55,4% do total; acima de 65 anos representam 16,3%. Geograficamente, o Sudeste concentra 61,6% dos registros, o Sul 19,7%.

Do perfil socioeconômico, 79,9% têm ocupação remunerada e 75,1% realizam atividades físicas. Os organizadores ressaltam que os dados ajudam a embasar debates sobre políticas públicas para o setor.

A estimativa de pacientes ativos no Brasil é de 873 mil, conforme o Anuário da cannabis medicinal 2025. O acesso legal exige receita médica e segue as diretrizes da Anvisa.

O fornecimento ocorre via importação individual, farmácias credenciadas ou associações com autorização judicial. As informações divulgadas são de caráter descritivo, sem aferir eficácia clínica.

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