- Mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, chamados “wolbitos”, reduzem a transmissão da dengue ao dificultar o desenvolvimento do vírus dentro do mosquito.
- Em cidades onde já foram liberados, houve queda de dengue de até 89% em Niterói e cerca de 63% em Campo Grande.
- A produção é feita em biofábricas que geram milhões de ovos por semana, que são disseminados em áreas específicas para substituir mosquitos transmissores.
- A expansão ainda é lenta devido ao planejamento necessário, demora para mostrar resultados, uso de inseticidas em algumas cidades e dificuldades logísticas em regiões grandes ou vulneráveis.
- A estratégia é complementar a outras ações de combate à dengue, como controle de criadouros, vacinação, prevenção e monitoramento da população de mosquitos.
O uso de mosquitos modificados para reduzir a dengue ganha espaço como ferramenta adicional de combate. A técnica envolve mosquitos Aedes aegypti carregando a bactéria Wolbachia, que impede o desenvolvimento do vírus dentro do mosquito.
Chamados wolbitos, eles são criados em laboratórios, liberados no ambiente e passam a bactéria para a próxima geração. Com o tempo, substituem os mosquitos transmissores da dengue na região. A estratégia já mostrou resultados promissores em cidades brasileiras.
Como funciona e onde já há resultados
Em cidades onde foi testada, houve redução significativa dos casos de dengue. Niterói registrou queda de até 89%, enquanto Campo Grande teve diminuição de cerca de 63% nos ocorrências da doença. Esses números indicam potencial benefício público.
Produção e logística no Brasil
Uma biofábrica produz milhões de ovos semanalmente, que são enviados a cidades e liberados em áreas específicas para eclodirem. O objetivo é acelerar a substituição de mosquitos comuns pela população com Wolbachia, reduzindo a transmissão da dengue.
Desafios para expansão
Apesar dos bons resultados, a implementação ainda é gradual. Demandas de planejamento, prazos de avaliação de impactos, interferência de inseticidas em uso e dificuldades logísticas em regiões extensas impactam a ampliação. A técnica não substitui ações tradicionais de controle.
Papel na estratégia de combate
Especialistas ressaltam que a Wolbachia deve atuar como complemento a outras medidas, como controle de criadouros, vacinação, prevenção e monitoramento populacional. A estratégia é uma das mais promissoras, mas ainda precisa chegar a mais cidades.
Perspectivas futuras
A expectativa é ampliar a atuação do método, com ajustes logísticos e maior integração com ações de saúde pública. Enquanto isso, cidades que adotam o método seguem acompanhando os resultados para embasar decisões futuras.
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