Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Poluição do ar pode afetar o cérebro silenciosamente, aponta estudo

Estudo vincula poluição do ar a pior desempenho cognitivo e lesões cerebrais, mesmo em regiões de boa qualidade do ar, com maior impacto entre mulheres

Poluição do ar pode afetar memória e raciocínio muito antes dos sintomas aparecerem. (Imagem: Getty Images via Canva)
0:00
Carregando...
0:00
  • Estudo publicado na revista Stroke, conduzido por cientistas da Universidade McMaster, acompanhou quase sete mil adultos de meia-idade e encontrou relação entre poluição do ar e pior desempenho cognitivo.
  • Fatores analisados incluem PM2,5 e dióxido de nitrogênio (NO₂); exposições prolongadas a esses poluentes associaram-se a queda em memória, compreensão e velocidade de raciocínio.
  • Ressonância magnética revelou sinais sutis de lesões cerebrais em pessoas com maior exposição à poluição, mesmo após controlar riscos cardiovasculares como hipertensão, diabetes e obesidade.
  • Observou-se que os efeitos foram mais pronunciados em mulheres, ainda sem explicação definitiva.
  • Os pesquisadores destacam que os impactos podem se acumular ao longo de anos, sugerindo que poluição aspirada em níveis considerados baixos ainda pode afetar a saúde cognitiva com o tempo.

A poluição do ar pode comprometer a função cerebral, aponta estudo publicado na revista Stroke. Pesquisadores da Universidade McMaster acompanharam quase 7 mil adultos de meia-idade para avaliar impactos cognitivos causados pela exposição a poluentes ambientes. O estudo analisa dois poluentes comuns: PM2,5 e NO₂.

Os resultados mostram relação consistente entre poluição do ar e pior desempenho em testes de memória, linguagem e processamento mental. Mesmo em regiões com qualidade de ar relativamente boa, maiores exposições estiveram associadas a redução cognitiva.

As PM2,5 são partículas finas que penetram o sistema respiratório e chegam à corrente sanguínea, podendo afetar o cérebro. No estudo, maiores níveis de poluição destacaram alterações nas funções cognitivas dos participantes.

Outra variável relevante foi o NO₂, principalmente emitido por veículos e combustíveis fósseis. A exposição prolongada a esse gás também correlacionou-se com menor desempenho cognitivo e com sinais de lesões cerebrais em exames de imagem.

Os pesquisadores ajustaram fatores de risco cardiovascular, como hipertensão, diabetes e obesidade, mantendo a associação entre poluição e função cerebral. Isso indica efeito direto da poluição sobre o sistema nervoso.

Observação destacada: mulheres apresentaram maior intensidade das alterações cerebrais ligadas à poluição, ainda sem definição de mecanismos. Os autores ressaltam a necessidade de mais estudos para entender o papel de gênero.

O trabalho foi realizado no Canadá, região com qualidade de ar considerada boa em comparação mundial. Os resultados sugerem que até níveis baixos de poluentes podem influenciar a cognição ao longo do tempo.

Autoridades de saúde pública costumam enfatizar benefícios de reduzir a poluição para condições respiratórias e cardiovasculares. Este estudo acrescenta evidências sobre cuidado com a saúde cerebral e envelhecimento.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais