- A SOP passa a se chamar Síndrome Ovariana Metabólica Poliendrócrina (SOMP), conforme consenso publicado na revista The Lancet.
- A mudança ocorre após quatorze anos de debate entre especialistas, entidades médicas e pacientes, para refletir melhor a natureza metabólica da condição.
- A SOMP afeta cerca de 170 milhões de mulheres no mundo, aproximadamente um em cada oito em idade fértil, e até setenta por cento dos casos pode ficar sem diagnóstico.
- A síndrome é uma das principais causas de infertilidade por ausência de ovulação e pode apresentar acne, excesso de pelos, ganho de peso e alterações na menstruação, além de resistência à insulina e riscos cardiovasculares e de saúde mental.
- A transição para o novo nome será gradual até 2028, quando diretrizes internacionais devem adotar oficialmente a sigla SOMP.
A comunidade médica internacional oficializou a mudança de nome da Síndrome dos Ovários Policísticos para Síndrome Ovariana Metabólica Poliendrócrina (SOMP). A decisão busca refletir melhor a complexidade da condição e os impactos metabólicos, além dos aspectos reprodutivos.
O anúncio foi publicado na revista The Lancet, após 14 anos de debates entre especialistas, entidades médicas e pacientes de diversos países. O novo rótulo enfatiza a relação com resistência à insulina, diabetes tipo 2 e doenças cardiovasculares.
Estimativas apontam que cerca de 170 milhões de mulheres no mundo são afetadas pela condição, o que representa aproximadamente 1 em cada 8 mulheres em idade fértil. Ainda assim, muitos casos ficam sem diagnóstico.
A Síndrome Ovariana Metabólica Poliendrócrina continua associada à infertilidade por ovulação irregular ou ausente, fator que costuma levar à detecção durante tentativas de gravidez. Mas os impactos vão além da reprodução.
Entre os sintomas comuns estão acne, excesso de pelos, ganho de peso, queda de cabelo e alterações menstruais. O novo nome reforça também o vínculo com fatores metabólicos, inflamação crônica e questões de saúde mental.
A inclusão de “metabólica” no nome é tida como essencial pelos pesquisadores, que alertam para a visão tradicional centrada apenas no aspecto ginecológico. A mudança visa ampliar diagnósticos e tratamentos, reduzindo estigmas.
Mudança de nomenclatura e impactos
O objetivo é acelerar o diagnóstico e facilitar o acesso a tratamentos mais abrangentes. Profissionais de saúde devem considerar avaliação metabólica, cardiovascular e psicológica junto ao manejo ginecológico.
A transição ocorre de forma gradual e deverá estar oficialmente adotada nas diretrizes internacionais até 2028, quando a sigla SOMP substituir SOMP no conjunto de diretrizes.
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