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Implante cerebral pode substituir aparelhos auditivos tradicionais

Implante cerebral pode substituir aparelhos auditivos, ampliando em tempo real a voz desejada em ambientes barulhentos

Nova tecnologia permitirá aumentar o volume de determinados sons em detrimento de outros — Foto: Freepik
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  • Pesquisadores da Universidade Columbia desenvolveram um implante cerebral que pode selecionar e amplificar a voz desejada em ambientes com muito ruído, com potencial de substituir aparelhos auditivos tradicionais.
  • Em estudo com pacientes com epilepsia que tinham eletrodos no cérebro, o dispositivo detectou qual conversa o usuário queria ouvir e ajustou o volume em tempo real.
  • O experimento utilizou dois alto-falantes e quatro pacientes, e o sistema identificou corretamente a conversa alvo em até 90% das ocasiões.
  • Os pesquisadores afirmam que a tecnologia pode ser adaptada para aparelhos auditivos mais avançados, funcionando como uma extensão neural do usuário.
  • O estudo, publicado na Nature Neuroscience, baseia-se em descobertas anteriores sobre o córtex auditivo que filtram e ampliam vozes em meio à multidão.

Durante estudo divulgado pela Universidade de Columbia, pesquisadores buscam selecionar vozes em ambientes ruidosos por meio de um implante cerebral. O objetivo é superar as limitações dos aparelhos auditivos convencionais, que amplificam som, mas não filtram opções de fala.

A tecnologia utiliza eletrodos no cérebro para ler a atenção do usuário a uma conversa específica. Em seguida, ajusta o volume das vozes em tempo real, ampliando a que recebe foco e atenuando as demais. O conceito foi comprovado com pacientes com epilepsia.

O estudo, publicado na Nature Neuroscience, mostra que o sistema identificou corretamente qual conversa o paciente desejava ouvir em até 90% das ocasiões. Quatro pacientes com audição normal, já com eletrodos implantados, foram monitorados.

Progresso e aplicações

A equipe ressalta que o protótipo funciona como uma extensão neural, aproveitando o filtro auditivo natural do cérebro para isolar a fala desejada em ambientes complexos. A ideia é adaptar o conceito para aparelhos auditivos de uso cotidiano.

Os autores destacam potencial de melhoria futura: a precisão pode aumentar com mais pesquisas, especialmente em usuários com deficiência auditiva. O objetivo é transformar a teoria em soluções práticas para audição seletiva.

Contexto epidemiológico

Dados do IBGE indicam que 5% da população brasileira apresenta alguma deficiência auditiva, cerca de 10 milhões de pessoas. A pesquisa da Universidade de Columbia oferece uma linha de estudo para dispositivos que possam substituir ou complementar os aparelhos tradicionais.

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