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Museu recupera negativos fotográficos de vidro perdidos em incêndio

Oito negativos de vidro recuperados devolvem ao Museu Nacional parte essencial de sua memória científica, fortalecendo acervo e pesquisas futuras

Fachada do Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, que completa 205 anos.
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  • Negativos fotográficos em vidro recuperados da Fundação Biblioteca Nacional retornaram ao acervo do Museu Nacional, no Rio de Janeiro.
  • O conjunto inclui oito negativos de vidro e uma lanterna slide, retratando culturas indígenas, elementos da natureza e itens ligados à pesquisa científica, servindo como molde para fotografias em papel.
  • Os itens voltam a compor a coleção da Seção de Memória e Arquivo (Semear) do Museu Nacional/UFRJ, sob os títulos como Desenhos simbólicos dos índios Bakairis e Cabeça do último índio Cambeba.
  • A restituição foi mediada pela chefe da Seção de Memória e Arquivo do Semear, Jorge Dias, com identificação e análise realizadas pela equipe técnica da Semear, incluindo Gustavo Alves Cardoso Moreira e Ana Luiza Castro do Amaral.
  • O diretor Ronaldo Fernandes afirma que a devolução simboliza a cooperação entre instituições e fortalece a memória científica brasileira, incluindo a relação com o acervo histórico de negativos em vidro perdido no incêndio de dois mil e dezoito.

Os negativos fotográficos em vidro recuperados pela Fundação Biblioteca Nacional retornaram ao acervo do Museu Nacional, no Rio de Janeiro.

O conjunto inclui oito negativos de vidro e uma lanterna slide, usados pelo antropólogo Edgard Roquette-Pinto em conferência de 1913 e mantidos sob sua guarda por mais de um século.

Ao longo das imagens, aparecem desenhos simbólicos dos Bakairis, cenas de sambaquis de Santa Catarina, viagens de expedições e espécies da natureza.

As chapas serviam como molde para gerar fotografias positivas em papel, registrando culturas indígenas e pesquisas científicas.

Entre os títulos reunidos estão Desenhos simbólicos dos índios Bakairis, Zoolito dos Sambaquis de Santa Catarina, e Cabeça do último índio Cambeba, entre outros.

Também figura Cephalopterus ornatus e Iararaca dos Parecis, todos datados de finais do século XIX ou início do XX.

Os itens retornam à Seção de Memória e Arquivo (Semear) do Museu Nacional/UFRJ, fortalecendo o acervo histórico da instituição.

A devolução marca um reencontro com documentos insubstituíveis que preservam a ciência, a cultura e as práticas institucionais do museu.

O retorno, segundo o diretor Ronaldo Fernandes, reforça a colaboração entre instituições para preservar o patrimônio científico.

Ele destacou o comprometimento com a recomposição do acervo e a importância de ações conjuntas.

A mediação foi conduzida por Jorge Dias, chefe da Seção de Memória e Arquivo do Semear, após mapear a existência dos negativos na Biblioteca Nacional.

A identificação das imagens contou com a equipe da Semear, incluindo Gustavo Alves Cardoso Moreira e Ana Luiza Castro do Amaral.

O grupo ligou os negativos aos arquivos históricos do Museu Nacional, que sofreram com um incêndio em 2018.

Essa relação ajuda a reconstruir parte da memória documental da instituição e de sua pesquisa científica.

Segundo Dias, o retorno dos vidros representa o reencontro com fragmentos centrais da história científica e institucional do museu.

A recuperação também contribui para futuras pesquisas e para a preservação do patrimônio nacional.

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