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Mutação genética observada em 10% de pacientes com câncer no Brasil

Mutação hereditária atinge 10% de pacientes com câncer no Brasil; estudo reforça necessidade de genômica para prevenção e rastreamento familiar

Familiares de pacientes com câncer devem realizar testes de mutação genética
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  • Estudo brasileiro aponta que 1 a cada 10 pacientes com câncer de mama, próstata ou intestino possui mutações hereditárias associadas à doença.
  • A pesquisa avaliou 275 pacientes atendidos em hospitais públicos das cinco regiões do país; 140 tinham câncer de mama, 70 de intestino e 65 de próstata.
  • Dentre as famílias analisadas, quase 40% apresentaram a mesma alteração genética encontrada nos pacientes oncológicos, mesmo sem diagnóstico da doença.
  • Os especialistas ressaltam a importância de estudos genômicos para prevenção, rastreamento mais personalizado e estratégias terapêuticas direcionadas.
  • Os pesquisadores defendem ampliar a oncogenética em políticas públicas de saúde, destacando que nem sempre há histórico familiar evidente de câncer hereditário.

O estudo brasileiro sobre câncer aponta que 1 a cada 10 pacientes com câncer de mama, próstata ou intestino possui mutações hereditárias associadas à doença. A pesquisa analisou pacientes de hospitais públicos de todas as regiões do país.

Foram avaliados 275 pacientes, com 140 portadores de câncer de mama, 70 de intestino e 65 de próstata. A idade média ficou em 58 anos, e a maioria se declarou parda, seguida por brancos e pretos. Famílias com alterações genéticas foram comuns.

Parte relevante dos familiares testados apresentaram a mesma alteração genética, mesmo sem doença diagnóstica. Estudos sobre o genoma podem orientar prevenção e monitoramento de parentes de pacientes oncológicos.

Resultados destacam a importância de integrar o genoma aos cuidados, para identificar predisposições, riscos e estratégias de prevenção mais eficazes. Pesquisadores ressaltam ganhos em rastreamento precoce e tratamento direcionado.

Desses familiares, quase 40% portavam a mesma alteração genética, mesmo sem manifestar a doença. Especialistas destacam que o teste genômico pode reduzir incertezas sobre riscos futuros.

O oncologista ouvia relatos sobre receio de fazer o teste, mas reforça que o objetivo é identificar quem pode se beneficiar de estratégias preventivas personalizadas. A detecção precoce aumenta as chances de cura.

Pacientes com mutação no gene BRCA podem considerar medidas preventivas, como cirurgia, e algumas alterações genéticas permitem terapias-alvo mais eficazes. A precisão terapêutica é destacada como benefício.

Os pesquisadores ressaltam que nem toda mutação familiar gera doença, mas a testagem é crucial para entender hábitos familiares antes do surgimento de tumores. O tema requer maior incorporação à saúde pública.

A obra científica defende a inclusão gradual da oncogenética em políticas públicas, para reduzir óbitos por câncer no Brasil e no mundo, além de promover conscientização e cuidado.

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