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Noruega cria primeira rodovia suspensa na água com tubos e âncoras

Rota E39 na Noruega inaugura rodovia suspensa sobre água com túneis flutuantes a trinta metros, prometendo reduzir pela metade o tempo de viagem na costa oeste

(Imagem ilustrativa) Túneis submersos mantidos por bóias gigantes que atravessam fiordes profundos na costa norueguesa
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  • A Rota E39 na Noruega propõe uma rodovia suspensa na água com túneis flutuantes a cerca de 30 metros de profundidade, mantidos por boias na superfície.
  • Tubos de concreto ocos flutuam, sustentados pela força de Arquimedes e por pontões, com água ao redor ajudando a absorver vibrações.
  • Amarras de aço ligam os túneis ao leito rochoso para evitar oscilações, com redundâncias de segurança como túneis duplos, isolamento acústico e amarração adicional.
  • A topografia dos fiordes impossibilita pontes tradicionais, tornando o túnel flutuante a opção viável e a construção com pilares inviável.
  • O objetivo é reduzir pela metade o tempo de viagem na costa oeste, substituindo balsas por um eixo logístico contínuo, no projeto Ferry-Free E39.

A Rota E39 na costa oeste da Noruega aposta em uma solução inédita: túneis flutuantes de concreto que correm a cerca de 30 metros de profundidade, sem fundações no leito marinho. A ideia transforma a infraestrutura viária ao atravessar fiordes profundos com boias e pontões de sustentação.

A iniciativa envolve engenheiros, autoridades públicas e empresas de construção. O objetivo é criar a primeira rodovia suspensa na água, mantendo o tráfego sob a superfície marítima enquanto o transporte segue pela costa do país. A abordagem surge como resposta às geometrias desafiadoras dos fiordes.

Como funciona um túnel flutuante

Tubos de concreto ocos flutuam sob a água, apoiados por pontões na superfície. O princípio de Arquimedes sustenta a estrutura, permitindo que o peso do asfalto e dos veículos seja neutralizado pela flutuabilidade. A água ao redor atua como amortecedor de vibrações.

Cabos de aço de alta resistência conectam o tubo ao leito rochoso, assegurando a estabilidade diante de correntes e movimentos submersos. Diferentes de pontes, o projeto não depende de pilares no fundo, o que torna viável atravessar fiordes com profundidades extremas.

Segurança e gestão de risco

O tráfego marítimo continua na superfície, com túneis protegidos por paredes duplas. Sistemas de drenagem rápidos atuam em caso de mudança de pressão ou vazamentos. A configuração prevê túneis independentes para cada sentido e redundâncias de ancoragem para evitar submersão total em falhas parciais.

Entre as inovações estão o isolamento acústico para reduzir ruídos internos e estruturas projetadas para resistir a impactos de navios e a variações de maré. Essas medidas visam manter operação estável mesmo em condições adversas.

Impacto esperado

A rota pretende reduzir o tempo de viagem ao longo da costa, substituindo balsas por uma ligação contínua. O projeto, denominado Ferry-Free E39, busca ampliar a eficiência logística e facilitar o escoamento de exportações locais.

Caso bem-sucedido, a solução flutuante pode servir de referência para obras oceânicas em geografias extremas, abrindo caminho para novas aplicações em infraestrutura costeira.

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