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Suplementação de proteína em crianças cresce, porém acende alerta de riscos

SBP alerta para suplementos proteicos em crianças: excesso pode sobrecarregar rins, alterar paladar e prejudicar a dieta

Amanda Félix utiliza whey protein em preparos de receitas como panquecas para o filho de 2 anos
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  • A Sociedade Brasileira de Pediatria emitiu alerta sobre o uso de whey protein na alimentação de crianças, destacando riscos à saúde.
  • Relatos de mães mostram uso do suplemento para contornar a inapetência e melhorar a alimentação, incluindo receitas com whey em crianças pequenas.
  • Estudos citados indicam potencial sobrecarga renal e hepática com excesso de proteína, além de impacto negativo no paladar e na saciedade.
  • O consumo pode favorecer uma dieta desequilibrada e dificultar a aceitação de outros alimentos, por conta do sabor e da sensação de saciedade.
  • Recomenda-se diversificar a alimentação e buscar orientação de profissional de saúde antes de usar suplementos; fabricantes contestam os riscos quando usados com moderação.

Com muita atenção à alimentação infantil, a Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) emitiu alerta sobre a suplementação de proteína em crianças, destacando riscos potenciais. O debate ganhou força após relatos de famílias que passaram a incluir whey protein na alimentação dos filhos, sem indicação médica clara. A instituição ressalta que o uso indiscriminado pode trazer prejuízos à saúde renal, hepática e ao desenvolvimento do paladar.

Casos envolvendo famílias de diferentes regiões ajudam a ilustrar a discussão. Pais afirmam utilizar o suplemento para contornar a inapetência, principalmente em situações de baixo apetite durante a infância. Médicos destacam que a proteína proveniente de alimentos naturais já costuma suprir as necessidades, e que o whey pode ter efeito saciante precoce e influenciar hábitos alimentares.

A SBP cita estudos que associam consumo elevado de proteína a sobrecarga renal e metabólica, além de prejudicar o equilíbrio energético e o desenvolvimento do paladar. A entidade orienta que a decisão de utilizar suplementos seja tomada com acompanhamento médico e avaliação nutricional, evitando uso sem necessidade real.

O que está em jogo

  • Do que se trata: uso de whey protein e creatina em crianças e adolescentes, com foco em riscos potenciais.
  • Quem está envolvido: famílias, médicos pediátricos, associações setoriais de nutrição.
  • Quando e onde: casos relatados no Brasil, em contextos familiares diversos, cuja pauta ganhou repercussão recentemente.
  • Por quê: preocupação com danos renais, hepáticos, alterações no paladar e no comportamento alimentar.

Pontos técnicos sobre o consumo

Especialistas destacam que a necessidade proteica infantil pode ser atendida por alimentos comuns, sem necessidade de suplementos. Quantidades excessivas podem interferir na saciedade e na aceitação de outras refeições. A formação de hábitos alimentares é apontada como essencial desde a casa.

Perspectivas da indústria e orientação regulatória

Representantes da indústria defendem a segurança dos produtos quando usados com orientação profissional e sem excesso. Eles ressaltam a importância de seguir normas regulatórias e evitar uso indiscriminado, principalmente sem indicação médica. Fontes oficiais reforçam a necessidade de avaliação individual.

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