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Brasil não abre mão da soberania sobre terras raras, afirma Lula

Brasil afirma soberania sobre terras raras e minerais críticos durante inauguração de quatro linhas de luz do Sirius, ampliando pesquisa e parcerias

Presidente Lula durante visita às quatro novas linhas de luz do CNPEM, no Polo II de Alta Tecnologia de Campinas - Ricardo Stuckert / PR
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  • Lula afirmou que o Brasil não abre mão de sua soberania sobre minerais críticos e terras raras, recebendo possíveis parceiros desde que atuem dentro do território nacional.
  • Em Campinas, foi inaugurado o conjunto de quatro linhas de luz síncrotron do Sirius, chamado Tatu, Sapucaia, Quati e Sapê, para ampliar pesquisas em saúde, energia, agricultura, clima e nanotecnologia.
  • O investimento é de R$ 800 milhões, via o novo Programa de Aceleração do Crescimento e o Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico.
  • A ministra Luciana Santos destacou que o CNPEM pode colocar o Brasil na liderança científica e tecnológica, reduzindo a dependência de laboratórios estrangeiros.
  • Também foi lançada a pedra fundamental do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, visando fortalecer a soberania tecnológica na área da saúde e o SUS.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou, nesta segunda (18), da inauguração de quatro novas linhas de luz síncrotron do Sirius, em Campinas, interior paulista. O evento marcou a aposta do governo na soberania de minerais críticos e terras raras no território brasileiro.

Lula afirmou que o Brasil não abrirá mão de sua soberania na exploração desses recursos. A participação de parceiros internacionais será permitida, desde que respeite a autonomia nacional para conduzir a pesquisa e a exploração.

O discurso enfatizou o papel dos pesquisadores brasileiros, especialmente do CNPEM, na elaboração de estudos sobre os minerais. A ideia é evitar dependência de métodos meramente exploratórios e acelerar avanços científicos.

O que muda com as novas linhas

As linhas Tatu, Sapucaia, Quati e Sapê ampliam a capacidade de pesquisa do país em áreas como saúde, energia, nanotecnologia e minerais. Investimento total de 800 milhões de reais, provenientes do PAC e do FNDCT.

O lançamento ocorreu durante cerimônia no Polo II de Alta Tecnologia de Campinas. O Sirius é descrito como uma das maiores infraestruturas científicas do Brasil, com potencial para transformar diversos setores.

Segundo Lula, o projeto é essencial para elevar a credibilidade tecnológica do Brasil e atrair parcerias estratégicas, desde que haja começo, meio e fim bem definidos. A assinatura de projetos dependerá de propostas factíveis.

Papel do CNPEM e impactos científicos

La ministra Luciana Santos ressaltou que as linhas representam um salto tecnológico. O CNPEM rompeu a lógica de dependência, colocando o conhecimento como componente da soberania nacional.

Ela destacou que antes do Sirius pesquisadores precisavam de laboratórios estrangeiros para pesquisas avançadas, o que atrasava resultados e limitar. A nova infraestrutura muda esse cenário.

Aplicações previstas pelas linhas

A linha Tatu opera em frequências terahertz, permitindo estudo de materiais quânticos e biomoléculas. A Sapucaia foca em nanopartículas, proteínas e fármacos. A Quati investiga materiais para petroquímica e farmacêutica, além de terras raras.

Sapê deverá desenvolver materiais avançados para energia, saúde e infraestrutura, incluindo supercondutores e semicondutores para chips eletrônicos.

Inovação em saúde e futuro tecnológico

Durante a agenda, Lula e Adriano Massuda anunciaram a pedra fundamental do Programa Nacional de Inovação Radical em Saúde, coordenado pelo CNPEM.

O programa visa fortalecer a soberania tecnológica na saúde, com foco em biomoléculas, biossensores, dispositivos médicos e diagnósticos para o SUS. Objetivo é reduzir dependência externa.

A iniciativa busca reduzir importações e ampliar a capacidade nacional de desenvolver soluções de saúde alinhadas às necessidades da população brasileira.

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