- A dieta GAPS — incluindo a Baby GAPS para bebês a partir de quatro meses — restringe grãos, laticínios, açúcares e amidos, com foco em alimentos pastosos e caldos, segundo o protocolo criado pela médica Natasha Campbell-McBride.
- Não há evidências científicas robustas de benefícios e especialistas alertam para riscos nutricionais, como deficiências de micronutrientes e restrição calórica na infância.
- Sociedades médicas internacionais não recomendam a dieta GAPS; desinformação associa a dieta a melhorias imunes ou a questões pseudocientíficas, como ligações com autismo, sem respaldo científico.
- O corte de feijão, glúten e outros alimentos comuns é considerado inadequado para crianças saudáveis; a introdução gradual de alimentos como feijão e glúten entre seis e doze meses é indicada pelas diretrizes.
- Em contraste, o açúcar é o único item com respaldo científico para evitar nos primeiros dois anos; dietas muito restritivas podem afetar o desenvolvimento motor, cognitivo e o paladar infantil.
A dieta GAPS, conhecida como Baby GAPS quando adaptada para bebês, restringe grãos, laticínios, açúcares e amidos com a promessa de facilitar a digestão. A versão infantil, descrita no livro GAPS Baby, Building Baby’s Biome, recomenda alimentos pastosos, caldos de ossos e uso frequente de probióticos. O protocolo foi criado em 2004 pela médica britânica Natasha Campbell-MmBride para adultos.
Entre os adeptos, há relatos de bebês em introdução alimentar que seguem a prática a partir de 4 meses. Pesquisadores alertam que não existem ensaios clínicos robustos que comprovem benefícios, e que a dieta é amplamente desaconselhada por sociedades médicas de gastroenterologia e nutrição pediátrica.
Riscos nutricionais são citados por especialistas. A restrição pode provocar deficiências de micronutrientes e déficit calórico, afetando o crescimento. Profissionais ressaltam que a alimentação infantil deve incluir uma diversidade de alimentos, com vigilância médica quando houver necessidade de restrições.
Os carboidratos, presentes na forma de feijão, pães e outros alimentos, são essenciais na infância. Open a introdução gradual de alimentos como feijão e glúten entre 6 e 12 meses está alinhada com diretrizes, não havendo benefício em postergar. A exclusão só é indicada em casos de doença celíaca confirmada.
O açúcar, porém, é o único item da Baby GAPS com respaldo científico negativo na primeira infância. Organizações médicas recomendam evitar o açúcar nos primeiros dois anos, para evitar impactos no paladar e no risco de obesidade e doenças metabólicas. A restrição de carboidratos não deve ser confundida com uma exclusão total de carboidratos.
Diretrizes atuais orientam iniciar a alimentação complementar aos 6 meses, com evolução gradual e variada. Introduzir um alimento novo por vez facilita a identificação de alergias. A janela imunológica é importante para a tolerância oral, especialmente com ovo, amendoim, peixe e trigo.
A alimentação infantil deve incluir verduras, frutas, cereais, leguminosas e proteínas, adaptando a textura ao desenvolvimento motor. Após 10–12 meses, a transição para a alimentação da família pode ocorrer, com sal sendo introduzido apenas após o primeiro ano. Fontes oficiais recomendam acompanhamento médico se surgirem dúvidas.
Este texto é uma reescrita com base na reportagem publicada pela Agência Einstein, mantendo a objetividade e o caráter informativo, sem apontar julgamentos ou pautas políticas.
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