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Estrelas mortas emitem radiação a cada milissegundo com precisão atômica

Pulsares, estrelas de nêutrons que giram em milissegundos, emitem feixes regulares que funcionam como GPS cósmico e testam a relatividade

(Imagem ilustrativa)Estrelas de nêutrons de altíssima densidade que emitem feixes de radiação eletromagnética
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  • Pulsars são estrelas de nêutrons que giram rapidamente, emitindo feixes de radiação que chegam aos olhos da Terra em pulsos regulares.

•Eles nascem do colapso de estrelas massivas durante supernovas; o núcleo fica extremamente denso e gira rápido por conservação do momento angular.

  • A emissão de radiação ocorre porque o eixo magnético não está alinhado com o de rotação, funcionando como um farol cósmico.
  • Principais características: diâmetro em torno de 20 quilômetros, densidade muito alta, rotação superior a 700 rotações por segundo e campo magnético extraordinariamente intenso.
  • A descoberta, em 1967, por Jocelyn Bell Burnell, mostrou que os pulsares existem de forma natural e permitiu avanços na astrofísica e na verificação de teorias como a Relatividade Geral.

Os pulsares são estrelas de nêutrons extremamente densas que giram a altas velocidades, emitindo radiação como faróis cósmicos. A cada milissegundo, um pulso de rádio atravessa o espaço com regularidade notável.

Esses objetos surgem quando uma estrela massiva explode em uma supernova. O núcleo colapsa sob a gravidade, formando uma esfera de nêutrons tão compacta que uma colher de chá pesaria bilhões de toneladas na Terra.

A rotação rápida resulta da conservação do momento angular. Como o eixo magnético não está exatamente alinhado com o de giro, cada feixe de radiação aponta para a Terra em intervalos previsíveis, gerando pulsos observáveis.

Características físicas

  • Diâmetro médio de cerca de 20 quilômetros, parecido com uma cidade pequena.
  • Densidade enorme, quase toda feita de nêutrons.
  • Rotação que pode ultrapassar 700 voltas por segundo.
  • Campo magnético trilhões de vezes mais forte que o da Terra.

Observatórios, como o ESO, reúnem dados para mapear propriedades desses astros. Eles são usados como um “GPS cósmico” para entender o espaço, testar a relatividade e buscar sinais de ondas gravitacionais.

A descoberta histórica ocorreu em 1967, quando Jocelyn Bell Burnell identificou pulsares pela primeira vez. O fenômeno foi inicialmente visto como uma possível mensagem alienígena, mas foi comprovado como emissiones naturais.

Relevância científica

A observação de pulsares em sistemas binários confirmou previsões da Relatividade Geral, incluindo a emissão de ondas gravitacionais. Essas medições ajudaram a confirmar o entendimento atual sobre a gravidade e o comportamento da matéria em condições extremas.

Em resumo, pulsares representam um laboratório natural único, capaz de esclarecer fenômenos físicos que não ocorrem em terra firme, guiando pesquisas sobre o universo em escalas tão vastas quanto precisas.

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