- Estudantes brasileiros da Febrace, com apoio da Poli da USP, conquistaram oito prêmios na Regeneron ISEF 2026, realizada em Phoenix, Arizona, entre 9 e 15 de maio.
- A delegação brasileira contou com 14 estudantes da Febrace, entre os 26 brasileiros participantes na feira internacional.
- Os prêmios ocorreram em duas cerimônias: seis Grand Awards e duas Special Awards, somando cerca de US$ 9 milhões em premiação total na feira.
- Os projetos premiados abordaram saúde, agricultura, meio ambiente, tecnologia e políticas públicas, destacando inovações como terapias, fungicidas naturais e uso de IA.
- Entre os destaques, houve quatro ganhadores de US$ 600 e dois de US$ 1.200, com reconhecimentos em várias categorias, incluindo Translational Medical Science, Plant Sciences, Environmental Engineering e BEHA.
Estudantes brasileiros da Febrace, com apoio da Poli-USP, conquistaram oito prêmios na Regeneron ISEF 2026, nos EUA. A competição ocorreu entre 9 e 15 de maio, em Phoenix, Arizona, reunindo cerca de 1.600 jovens de 60 países.
A delegação brasileira contou com 14 estudantes de diversas regiões. Os projetos abordaram saúde, agricultura, meio ambiente, tecnologia e questões de políticas públicas. Ao todo, o Brasil somou 26 participantes na ISEF 2026, incluindo integrantes da Mostratec.
A Febrace destaca que a ISEF é a principal feira pré-universitária internacional de ciência e engenharia. Na edição deste ano, foram distribuídos aproximadamente US$ 9 milhões em premiações entre os finalistas.
Projetos premiados na ISEF 2026
MeMO – Ondas binaurais e modulação gênica no Alzheimer
Ada Jamile Gomes de Oliveira, Manaus (AM)
4º lugar na categoria Translational Medical Science (TMED) – US$ 600
A pesquisa avaliou estímulos sonoros para modular genes relacionados ao Alzheimer, com resultados in vitro mostrando redução de marcadores da doença.
AnisGuard – Fungicida natural para café
Kenisson Morais Brito, Vitória da Conquista (BA)
4º lugar na categoria Plant Sciences (PLNT) – US$ 600
Baseado em extrato de erva-doce, o projeto propõe fungicida natural que reduz a contaminação fúngica em grãos de café no pós-colheita.
Sustainpoly – Biocompósitos a partir de resíduos do maracujá
Davi Oliveira Silva, João Pedro Monteiro Silva e Jordana da Silva Mendonça, Cascavel (CE)
4º lugar ENEV – US$ 600; Sigma Xi – 1º lugar Life Sciences – US$ 1.200
Reaproveita resíduos do maracujá para biocompósitos, com aplicações em agricultura e conservação de alimentos.
Mapeamento do feminicídio com IA
Yanna Francisca Nogueira Queiroz, Iracema (CE)
4º lugar BEHA – US$ 600
Uso de machine learning e cartografia para identificar padrões de feminicídio no Ceará, subsidiando políticas públicas.
Uso de extratos vegetais no cultivo de orquídeas
Beatriz Maria Ferreira dos Santos, Toledo (PR)
3º lugar PLNT – US$ 1.200
Meio de cultivo de baixo custo com extratos vegetais, acelerando o crescimento de orquídeas em até 90%.
Safeskies – Detecção e rastreamento de balões com IA
Leonardo Paschoal Bartoccini e Lara Megda Schusterschitz, São Paulo (SP)
4º lugar EBED – US$ 600; ACM – 4º lugar US$ 500
Sistema de visão computacional que detecta balões com 94% de precisão, contribuindo para a prevenção de incêndios e riscos à aviação.
Promoção da educação STEM
A Febrace funciona como porta de entrada para a ISEF no Brasil, promovida pela Poli-USP e o LSITec. O programa também oferece cursos on-line, formação de docentes e ações de divulgação de ciência.
Desde a sua criação, a Febrace já reuniu mais de 16 mil alunos, com cerca de 7 mil projetos finalistas e quase 4,5 mil premiações. O objetivo é ampliar a cultura científica e a prática de pesquisa no ambiente escolar.
Texto: Assessoria de Imprensa da Febrace
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