- A aprovação pela Food and Drug Administration (FDA) costuma parecer uma loteria cara, com o prêmio só em anos futuros.
- Em média leva cerca de uma década e mais de $1 billion para levar um medicamento por todas as fases de ensaios clínicos.
- Aproximadamente 90% dos fármacos não chegam a esse estágio.
- Parte do desafio está na forma como os pesquisadores descobrem tratamentos, com o processo tradicional envolvendo hipóteses, muitos testes e ajustes demorados.
- A indústria farmacêutica aposta na inteligência artificial para tornar o desenvolvimento de medicamentos mais rápido e previsível.
Empresas farmacêuticas estão investindo grande parte de seus recursos em tratamentos criados com inteligência artificial, na expectativa de acelerar o desenvolvimento de medicamentos.
O FDA, órgão regulador dos EUA, costuma exigir longos processos para aprovação de remédios. Em média, leva cerca de uma década e mais de US$ 1 bilhão para levar um fármaco a todas as etapas clínicas, e aproximadamente 90% não chega ao final.
Parte do problema está na forma como as pesquisas são conduzidas. Antes, cientistas partiam de uma hipótese e multiplicavam testes para encontrar uma molécula capaz de desligar uma proteína relacionada à doença, e depois buscavam melhorias.
Agora, o setor aposta que a IA tornará todo o programa mais rápido e previsível, ao sugerir alvos, desenhar estudos e otimizar caminhos de desenvolvimento com menos incertezas.
Mesmo com esse entusiasmo, ainda não há evidências consistentes de que as plataformas de IA atinjam resultados superiores de forma generalizada, especialmente em fases decisivas dos ensaios clínicos.
Especialistas ressaltam que a tecnologia pode complementar a pesquisa, mas depende de dados robustos, validação experimental e integração com equipes clínicas para evitar promessas não comprovadas.
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