- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende atrair os Estados Unidos para parcerias na exploração de terras raras no Brasil, buscando uma aproximação diante da disputa entre EUA e China.
- Lula pediu que o presidente americano, Donald Trump, pare de brigar com Xi Jinping e se associe ao Brasil para explorar os minerais no território brasileiro, mantendo a soberania nacional.
- A declaração ocorreu durante a cerimônia de entrega de quatro novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, no CNPEM, em Campinas, São Paulo.
- As novas linhas ampliarão a capacidade de pesquisa brasileira em saúde, energia, agricultura, clima, nanotecnologia e novos materiais; entre 85% e 90% dos componentes foram produzidos ou desenvolvidos no Brasil.
- A ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, participou do evento.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que pretende atrair os Estados Unidos para parcerias na exploração de terras raras em território brasileiro, num momento de tensão entre Washington e Pequim. A proposta foi feita nesta segunda-feira, durante evento em Campinas (SP). Lula pediu que o governo americano se associe ao Brasil para avançar nesse setor, mantendo a soberania nacional.
Segundo o presidente, o Brasil precisa trabalhar com ciência e tecnologia para alcançar um salto de qualidade e, em breve, fazer com que Washington conte com o país como parceiro. Ele enfatizou que a exploração de minerais estratégicos deve ocorrer no Brasil e sob controle soberano. A ideia central é manter a autoridade sobre os recursos.
Lula reforçou que o Brasil recebe interessados desde que reconheçam a soberania do país. Os minerais críticos e as terras raras seriam explorados dentro do território nacional, conforme sua defesa de que o país não abdica de sua autonomia estratégica.
Sirius: quatro novas linhas fortalecem pesquisa nacional
A declaração ocorreu na cerimônia de entrega de quatro novas linhas de luz síncrotron do acelerador de partículas Sirius, no CNPEM, em Campinas. As linhas ampliam a capacidade de pesquisa em áreas estratégicas como saúde, energia, agricultura, clima, nanotecnologia e novos materiais. O equipamento funciona como um “supermicroscópio” que analisa estruturas em escala atômica.
De acordo com o Planalto, entre 85% e 90% dos componentes do Sirius foram produzidos ou desenvolvidos no Brasil. Além de Lula, esteve presente a ministra da Ciência, Tecnologia e Inovação, Luciana Santos, no evento que destacou os impactos científicos para o país.
Entre na conversa da comunidade