- Satélite KH-11 opera a 250 quilômetros de altitude, captando imagens com resolução de poucos centímetros no solo.
- Seu espelho primário, estimado em cerca de 2,4 metros, permite observar a Terra e gerar dados digitais criptografados.
- A transmissão em tempo real substituiu filmes glitch: dados são enviados quase instantaneamente para bases no solo via satélites de retransmissão.
- Os aparelhos KH são grandes, pesando entre 13 e 17 toneladas, com motores de manobra, painéis solares e combustível de hidrazina; lançamentos ocorrem a partir de bases como Vandenberg ou Cabo Canaveral.
- A vida útil é curta pela elevação baixa da órbita, que sofre arrasto atmosférico, exigindo manobras constantes para manter a operação.
O KH-11, conhecido como KENNEN, opera a cerca de 250 km de altitude e produz imagens de resolução centimétrica. O satélite é descrito como o maior olho espião já contratado pelo governo, com espelho primário estimado em 2,4 metros.
A capacidade de captar detalhes tão finos permite identificar tipos de armamento e marcas de veículos a grandes distâncias. Informações de agências de segurança desclassificadas ajudam a embasar essa avaliação sobre o potencial de leitura de marcas e características no solo.
Transmissão em tempo real
A tecnologia eletro-óptica substituiu o uso de filmes. Dados de imagens são enviados quase que imediatamente para bases em solo por meio de satélites de retransmissão, em vez de depender de rolos de filme.
Tamanho e operadores
Satélites da classe KH são enormes, com peso estimado entre 13 e 17 toneladas. O aparato abriga óptica de alta precisão, sistemas de propulsão, painéis solares e combustível, necessários para manter a órbita e a manobra.
Órbita, alcance e vida útil
O arrasto atmosférico em baixa órbita exige manobras constantes, o que reduz a vida útil útil do equipamento. Quando o combustível se esgota, o satélite se torna inoperante, exigindo reposicionamentos sobre novas áreas de interesse.
Conexão com o Hubble
O desenvolvimento do telescópio Hubble foi influenciado pela tecnologia usada nos KH-11. Empresas contratadas buscaram aplicar no espaço civil a mesma rigidez e escala de engenharia presente nos satélites de reconhecimento.
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