- A NOAA elevou a probabilidade de formação do El Niño entre maio e julho para 82%, com cenário de retorno ainda em 2026.
- Segundo o sistema climático CFSv2, o aquecimento do Pacífico deve se consolidar e permanecer ativo até o fim de 2026 ou início de 2027.
- No Nordeste, há indicação de maior risco de estiagem, redução das chuvas e temperaturas mais altas, com possível aumento de incêndios; parte do litoral já teve chuvas acima da média recentemente.
- No Sul, espera-se aumento significativo de chuvas, com possibilidade de temporais, enchentes e eventos extremos entre setembro e dezembro.
- Os impactos podem incluir alterações de temperatura, produção agrícola, reservatórios e risco de desastres; as previsões seguem em monitoramento e podem ser ajustadas com novas informações.
O anúncio de que um super El Niño pode se instalar na América do Sul provocou perguntas sobre impactos no Nordeste brasileiro. Modelos internacionais passaram a sinalizar cenário mais provável já em 2026. A NOAA elevou para 82% a chance de formação entre maio e julho.
A atualização aponta aquecimento substancial das águas do Pacífico Equatorial, com consolidação ao longo dos próximos meses e atuação até o fim de 2026 ou início de 2027, segundo o sistema climático CFSv2.
Os impactos variam conforme a região do país, e o Nordeste é tema de atenção entre especialistas.
Nordeste e mudanças esperadas
No Norte e Nordeste, há expectativa de maior risco de estiagem, menor volume de chuvas e temperaturas mais altas. Podem ocorrer incêndios em áreas da Amazônia e do semiárido nordestino.
Apesar de chuvas acima da média registradas no litoral nordestino nos últimos meses, a previsão indica queda gradual das precipitações com o avanço do El Niño.
Sul e cenários de maior concentração de chuva
O Sul do Brasil pode enfrentar aumento signficativo de chuvas, com temporais, enchentes e eventos extremos. O período de maior intensidade deve ocorrer entre setembro e dezembro, segundo modelos climáticos.
Além das chuvas, o El Niño costuma influenciar temperaturas, disponibilidade de água e produção agrícola, com impactos variáveis por região. As previsões seguem em monitoramento contínuo.
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