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Teste genético pelo SUS auxilia diagnóstico e tratamento do câncer de mama

Teste genético de mutações BRCA1/BRCA2 pelo Sistema Único de Saúde amplia diagnóstico e tratamento personalizados do câncer de mama hereditário, com implementação em até seis meses

A oncologista Débora Gagliato, integrante do Comitê Científico do Instituto Vencer o Câncer, conta que entender o "sobrenome" do tumor ajuda a definir o melhor tratamento.
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  • O SUS passará a disponibilizar um exame para identificar mutações genéticas associadas ao câncer de mama hereditário.
  • O teste, realizado por sequenciamento de nova geração, detecta alterações nos genes BRCA1 e BRCA2 e pode indicar a origem do tumor.
  • A medida foi publicada em portaria no Diário Oficial e deve ser implementada em até 180 dias.
  • O exame ajuda a identificar pessoas com maior risco de desenvolver câncer de mama ou ovário, orientando prevenção, monitoramento e tratamento.
  • É particularmente relevante para mulheres com diagnóstico precoce, histórico familiar forte ou tumores bilaterais, influenciando a escolha de terapias e o acompanhamento de familiares.

O Ministério da Saúde incorporou ao SUS um exame capaz de identificar mutações genéticas associadas ao câncer de mama hereditário. A medida, publicada em portaria no Diário Oficial da União, deve entrar em vigor em até 180 dias.

O teste busca mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, que costumam estar ligadas a casos de câncer de mama com herdabilidade. Realizado por sequenciamento de nova geração, ele ajuda a compreender a origem do tumor e a orientar decisões clínicas mais personalizadas.

De acordo com o oncologista Daniel Musse, o exame também permite identificar pessoas com maior risco de desenvolver a doença. A avaliação pode permitir vigilância mais intensa e detecção em estágios iniciais, aumentando as chances de cura.

Indicações e impacto

O especialista aponta que a ferramenta é especialmente relevante para mulheres com diagnóstico de câncer de mama antes dos 50 anos ou com histórico familiar significativo. Também pode beneficiar pacientes com tumores bilaterais.

O resultado pode influenciar a escolha de tratamentos, incluindo terapias específicas para portadoras das mutações, além de auxiliar no acompanhamento de familiares com predisposição genética. O teste, assim, identifica famílias com maior risco.

Cenário nacional

Dados do Inca indicam que o câncer de mama é o segundo tipo mais comum entre as mulheres no Brasil, representando cerca de 30% dos casos de câncer feminino. Entre 2026 e 2028, a estimativa é de quase 79 mil novos casos por ano.

A prevalência global é alta: a OMS registrou 2,3 milhões de diagnósticos e 670 mil mortes por câncer de mama em 2022. Fatores de risco incluem idade, hormonalidade, estilo de vida e predisposição genética, entre outros.

Sinais e sintomas

Os sinais variam com o estágio da doença. Entre os principais estão nódulo na mama, mudanças no tamanho ou formato, alterações de pele, alterações no mamilo e secreção, especialmente com sangue. A detecção precoce é crucial para o tratamento eficaz.

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