- Na Planície dos Jarros de Laos, arqueólogos identificaram o Jar 1, um vaso encontrado na província de Xieng Khouang, no norte do país, contendo ossos de várias gerações de cerca de mil doiscentos anos atrás.
- A descoberta foi publicada em 19 de maio na revista Antiquity, destacando que o vaso é um dos maiores já encontrados no sítio.
- Os ossos dentro do jarro estão dispostos de forma específica, com crânios nos cantos e ossos dos membros agrupados, sugerindo que o jarro não era o local principal de enterro.
- Pesquisadores indicam que o conjunto pode indicar um mortuário coletivo utilizado repetidamente ao longo de várias gerações.
- Embora haja evidências de ritos funerários, ainda são necessárias mais pesquisas para entender quem usava esses vasos e o motivo dos rituais.
Na Planície dos Jarros de Laos, arqueólogos australianos anunciaram a descoberta de Jar 1, um vaso com restos mortais de várias gerações, datados de cerca de 1.200 anos. O achado foi publicado nesta terça-feira na revista Antiquity.
O vaso encontra-se na província de Xieng Khouang, no norte de Laos, área já conhecida por mais de dois mil vasos que passam por estudo contínuo. Os pesquisadores apontam que essas peças eram usadas em ritos funerários há cerca de mil anos, valorizando rotas de troca que ligavam a região entre 500 a.C. e 500 b.C.
O Jar 1 é o mais detalhado entre os sítios encontrados até hoje, contendo ossos humanos organizados de forma específica, com crânios em cantos e membros juntos. Os cientistas indicam que o artefato não servia como local principal de enterro, sugerindo um uso funerário complementar.
Conforme reportado pela LiveScience, a comunidade científica já desconfiava da função ritual dos vasos, e a nova análise confirma a existência de um mortuário coletivo usado por várias gerações. Ainda há perguntas em aberto sobre quem utilizava o método e por que motivo esse padrão foi adotado.
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