- Pesquisa da Universidade de São Paulo identificou uma nova espécie de arqueia, chamada Pyroantarcticum pellizari, em uma fumarola na Ilha Deception, Antártida.
- A fumarola exala gases a quase 100°C, e o microrganismo vive em condições de calor extremo cercadas por gelo.
- A espécie pertence à família Pyrodictiaceae e é classificada como hipertermófila, capaz de sobreviver a temperaturas superiores a 60°C.
- A descoberta serve como modelo para entender a vida em ambientes hostis e pode informar estudos de astrobiologia sobre vida fora da Terra.
- Técnicas de metagenômica (MAGs) foram usadas para reconstruir o genoma, que atinge cerca de 97% de pureza, segundo as pesquisadoras Amanda Bendia, Ana Carolina Butarelli e Francielli Vilela Peres.
A equipe da USP identificou uma nova espécie de arqueia em condições extremas na Antártida. O achado envolve um microrganismo em uma fumarola da Ilha Deception, onde gases são expelidos a quase 100°C. A descoberta coloca em evidência a resistência da vida em ambientes inóspitos.
A espécie, batizada de Pyroantarcticum pellizari, pertence ao grupo das arqueias e é classificada como hipertermófila. Ela vive em temperaturas acima de 60°C, mesmo cercada por gelo e neve. O estudo demonstra como microrganismos podem prosperar sob múltiplos estresses.
A pesquisa aponta que o ambiente vulcânico tão próximo de áreas geladas oferece modelo para entender a sobrevivência fora da Terra. Os trabalhos se conectam aos domínios da biologia extremófila e da astrobiologia, ampliando hipóteses sobre vida em outros planetas.
Metodologia e resultados
Para identificar o organismo, a equipe utilizou técnicas de metagenômica, com o uso de MAGs (genoma imerso de metagenomas). A análise permitiu reconstruir um genoma de alta qualidade. O genoma recuperado atingiu cerca de 97% de completes.
As pesquisadoras envolvidas são Amanda Bendia, Ana Carolina Butarelli e Francielli Vilela Peres. Elas destacam a relevância de ter um genoma tão completo para comparação global em bancos de dados científicos.
Os resultados fortalecem o papel de pesquisadores brasileiros na exploração de vida em ambientes extremos. A pesquisa reforça interesses da comunidade científica internacional em entender os limites da biologia.
Entre na conversa da comunidade