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Cientistas planejam ressuscitar antílope-azul, extinto há mais de 200 anos

Colossal Biosciences avança com a desextinção do antílope-azul, extinto desde 1799, usando edição genética para recriar a espécie

Foto por IA do antílope-azul, em processo de desextinção pela — Foto: Colossal Biosciences
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  • A Colossal Biosciences, de os Estados Unidos, planeja desextinguir o antílope-azul, extinto desde 1799, com a ideia de trazê-lo de volta à vida.
  • O trabalho começou em 2024, quando a empresa extraiu DNA de um espécime no Museu Sueco de História Natural para reconstruir o genoma.
  • Os parentes mais próximos identificados são o antílope-sable e o antílope-ruão; o antílope-ruão será usado como substituto celular em embriões editados.
  • Beth Shapiro, diretora científica, diz que a desextinção pode ajudar a desenvolver ferramentas de conservação para antílopes em risco.
  • O CEO Ben Lamm prevê o nascimento de um espécime nos próximos anos, com edições genéticas adicionais em relação a outros projetos de desextinção.

A Colossal Biosciences, empresa norte-americana de biotecnologia, planeja ressuscitar o antílope-azul, extinto há mais de dois séculos. O projeto faz parte da iniciativa de desextinção da companhia. O anúncio aponta o objetivo de trazer o animal de volta à vida por meio de engenharia genética.

Segundo a empresa, a iniciativa envolve reconstrução genômica a partir de amostras históricas. O antílope-azul era nativo da África do Sul e desapareceu no final do século XVIII por caça excessiva e mudanças ambientais. A previsão é de avanço gradual ao longo dos próximos anos.

A equipe indica que o trabalho começou em 2024 com a extração de DNA de um exemplar no Museu Sueco de História Natural. A partir disso, foram identificadas variantes genéticas responsáveis pelas características marcantes da espécie.

Como funciona a desextinção?

A pesquisa aponta que os parentes vivos mais próximos são o antílope-sable e o antílope-ruão, do gênero Hippotragus. Um substituto celular será usado para editar o DNA de um embrião, aproximando-o dos traços do antílope-azul.

A empresa descreve que o objetivo é editar o genoma de um animal-alvo em laboratório para simular o perfil físico, incluindo o brilho azulado da pelagem. O projeto envolve ferramentas genômicas que ajudam a restaurar recursos de conservação.

Ben Lamm, CEO, afirma que o nascimento de um exemplar pode ocorrer nos próximos anos. Ele compara o projeto a experimentos com outras espécies que a empresa tenta desextinguir, destacando a necessidade de múltiplas edições genéticas.

Beth Shapiro, diretora científica, ressalta que antílopes africanos são um grupo diverso e ameaçado, com recursos limitados para tecnologias reprodutivas. O objetivo é desenvolver ferramentas de conservação para espécies de antílopes em risco.

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