Em Alta Copa do Mundo NotíciasAcontecimentos internacionaisPessoasPolíticaConflitos

Converse com o Telinha

Telinha
Oi! Posso responder perguntas apenas com base nesta matéria. O que você quer saber?

Estudo traça rota do tráfico de pangolins via mapa genético

Estudo usa marcadores genéticos para mapear rota de tráfico de pangolins, de captura a mercados, identificando hotspots na China, Bornéu e Mianmar

Pangolim-arborícola em um mercado de carne de caça à beira da estrada em Benin para ser vendido a um comprador internacional. O animal foi posteriormente recuperado pela equipe de pesquisa, teve amostras coletadas para análise genética, recebeu um dispositivo de telemetria e foi devolvido à natureza
0:00
Carregando...
0:00
  • Um estudo mapeou, pela primeira vez, a rota de tráfico de pangolins desde o local de captura até os mercados de venda, usando marcadores genéticos.
  • O trabalho identificou duas grandes rotas: deslocamentos internos até mercados locais de carne silvestre, com animais capturados entre 8 e 180 quilômetros de seus habitats, e o tráfico internacional até vinte mil quilômetros para atender principalmente a medicina tradicional chinesa.
  • Em muitos casos, as rotas locais alimentam o comércio internacional, segundo os pesquisadores, indicando sobreposição entre caça local e tráfico global.
  • O mapeamento permite identificar áreas específicas de caça e rotas até o consumidor final, ajudando autoridades a monitorar e combater o tráfico com maior precisão.
  • A expectativa é expandir a metodologia para outras espécies ameaçadas e fortalecer a cooperação internacional, envolvendo governos e agências como a Interpol.

Um estudo internacional mapeou pela primeira vez as rotas de tráfico de pangolins, desde a captura na natureza até os mercados onde são vendidos. A pesquisa utilizou marcadores genéticos para ligar apreensões da polícia, espécimes em museus e escamas comercializadas ilegalmente a regiões de origem.

Os pesquisadores associaram esses dados a áreas específicas, identificando os caminhos mais utilizados no comércio ilegal. O objetivo é melhorar o monitoramento e a atuação das autoridades, tornando o combate ao tráfico mais preciso.

Entre os destaques, o estudo aponta dois grandes deslocamentos: o fluxo local, alimentado por animais capturados a 8 a 180 quilômetros de seus habitats, e o transporte internacional, que pode percorrer até 20 mil quilômetros para atender principalmente mercados ligados à medicina tradicional chinesa.

Principais rotas identificadas

O pangolim de Sunda teve o principal foco de tráfico no sudoeste da ilha de Bornéu, com regiões prioritárias para fiscalização. Já o pangolim chinês apresentou hotspots concentrados em áreas de Mianmar, áreas que devem receber atenção de conservação.

Segundo os autores, há sobreposição entre rotas locais e internacionais, sugerindo que a caça local alimenta o comércio transfronteiriço. O pesquisador Sean Heighton, na época afiliado à Universidade de Toulouse, afirma que o mapeamento permite entender melhor onde ocorrem as caças e quais caminhos seguem até o consumidor final.

O estudo reúne pesquisadores de mais de 15 países e pretende ampliar a metodologia para outras espécies ameaçadas. A expectativa é aumentar o investimento público, bem como a cooperação entre agências e governos, Em metas, há a criação de um consórcio internacional que apoie governos na implementação de ferramentas de identificação de rotas de tráfico no país de origem.

Comentários 0

Entre na conversa da comunidade

Os comentários não representam a opinião do Portal Tela; a responsabilidade é do autor da mensagem. Conecte-se para comentar

Veja Mais