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Estudos revelam que ornitorrincos parecem mais estranhos a cada análise

Pesquisa revela melanossomos ocos na pelagem do ornitorrinco, explicando pela primeira vez a tonalidade marrom-escura e sua morfologia incomum

Imagem de capa | Dr. Philip Bethge
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  • O ornitorrinco é um mamífero que põe ovos, detecta campos elétricos com o bico e brilha sob luz ultravioleta; a pesquisa envolve quase duzentos anos desde sua descoberta formal.
  • Uma equipe liderada pela bióloga Jessica Leigh Dobson, da Universidade de Ghent, identificou melanossomos ocos na pelagem do ornitorrinco.
  • Melanossomos são organelas que determinam a cor da pele, cabelo e olhos; até hoje, acreditava-se que, em mamíferos, eram sólidos.
  • Em aves, esses melanossomos podem gerar cores iridescentes; no ornitorrinco, a pelagem é marrom-escuro sem brilho, com melanossomos predominantemente esféricos.
  • A razão da cor marrom e da morfologia esférica permanece um mistério, destacando diferenças estruturais da melanina entre espécies.

O ornitorrinco continua a surpreender. Pesquisadores acabam de esclarecer parte da sua pelagem, trazendo à tona detalhes antes desconhecidos. A descoberta acompanha a curiosa história do animal, estudado há quase 230 anos na ciência ocidental.

A pesquisa foi coordenada pela bióloga Jessica Leigh Dobson, da Universidade de Ghent. Ela e a equipe identificaram melanossomos ocos na pelagem do ornitorrinco, estruturas que, em vertebrados, costumam definir a cor da pele, do pelo e dos olhos.

Tradicionalmente, melanossomos são vistos como sólidos em mamíferos, enquanto, em aves, podem gerar cores iridescentes. No ornitorrinco, os melanossomos são predominantemente esféricos, associados a tons marrom, sem brilho, o que mantém o duplo enigma da cor da pelagem.

A descoberta sobre o ornitorrinco

A constatação aponta que o ornitorrinco abriga melanossomos ocos, chegando a uma conclusão sobre uma diferença estrutural entre mamíferos e aves. O estudo destaca que, mesmo com a morfologia esférica, a cor marrom não exibe luminescência.

Os pesquisadores ressaltam que a melanina continua sendo o padrão de cor entre vertebrados, mas o que se destaca é a configuração dos melanossomos. A estrutura, segundo os autores, pode influenciar a função e a proteção solar, ainda sem explicação definitiva.

Por que isso é importante?

A novidade amplia o entendimento sobre como cores são geradas na pelagem de mamíferos não-voltada para brilho. A pesquisa propõe novas perguntas sobre a relação entre formato dos melanossomos e tonalidades, especialmente em espécies com pelagens menos coloridas.

Embora o estudo foque na pelagem do ornitorrinco, a equipe aponta que o achado pode esclarecer mecanismos biológicos de pigmentação em vertebrados. A publicação descreve, ainda, lacunas que requerem investigações futuras.

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