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Foca rara se esconde em cavernas de bolhas para escapar de turistas.

Focas-monges-do-mediterrâneo recorrem a cavernas de bolhas para descansar, fugindo da pressão turística, destacando implicações para a conservação

Considerada vulnerável, a espécie encontrou uma forma de descansar em uma área de seu habitat com menos intervenção humana — Foto: Joana Gonzalvo/Oryx
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  • Em estudo publicado na revista Oryx, a foca-monge-do-mediterrâneo utilizou cavernas de bolhas subaquáticas como refúgio do turismo em Formicula, Grécia, no Mar Jônico.
  • O monitoramento remoto indicou que os animais passaram cerca de 119 dias nessas cavernas entre junho de 2020 e outubro de 2021, descansando e dormindo.
  • As cavernas possuem câmaras de ar acessíveis apenas por passagens submersas, funcionando como locais de descanso para as focas.
  • O aumento da presença humana nas praias levou as foca-monges-do-mediterrâneo a buscar ambientes mais calmos para evitar agitação.
  • Pesquisadores sugerem incluir essas cavernas na avaliação de habitat como locais de descanso valiosos, especialmente em áreas turísticas; a espécie é classificada como vulnerável pela IUCN.

Um estudo recente aponta que focas-monges-do-mediterrâneo se abrigam em cavernas subaquáticas com bolhas para evitar aglomerações humanas em praias turísticas. Pesquisadores acompanharam o comportamento entre 2020 e 2021, no Mar Jônico, Grécia.

As focas, consideradas vulneráveis pela IUCN, foram observadas descansando em câmaras de ar inacessíveis por passagens submersas. A equipe registrou 141 dias de observação com câmeras instaladas em locais previamente frequentados por animais.

Entre junho de 2020 e outubro de 2021, os mamíferos utilizaram as cavernas por cerca de 119 dias, alternando entre flutuar na superfície e descansar na vertical no topo ou no fundo do mar. Essa fuga busca reduzir o contato com turistas.

Estudo aponta funcionamento das cavernas

A pesquisa descreve cavernas de bolhas com múltiplas entradas como ambiente mais seguro, limitando o acesso humano. Os cientistas destacam que esses espaços servem como refúgio de repouso e sono, em períodos de maior turismo.

Os pesquisadores ressaltam que o comportamento é relevante para conservação, sugerindo incluir as cavernas na avaliação de habitat da espécie. Objetivo é entender caminhos de dispersão e possíveis áreas de proteção.

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