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Embalagens plásticas de alimentos e bebidas são a poluição costeira mundial

Plástico de alimentos e bebidas domina o lixo nas praias, presente em 93% dos países analisados, enquanto negociações internacionais sobre poluição seguem emperradas

Plastic waste accumulates on a beach near Panama City.
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  • Estudo global analisou dados de mais de 5.300 levantamentos de lixo costeiro em 94 países, com extrapolações para mais 18, e encontrou plásticos de alimentos e bebidas em 93% dos locais avaliados.
  • Os itens mais comuns são embalagens de alimentos e bebidas, garrafas, tampas e tampas.Outras evidências destacam bolsas plásticas presentes em 39% dos países e cigarros em 38%.
  • Houve variações regionais, com sacolas plásticas consistentemente predominantes na Ásia.
  • O banimento de sacolas nem sempre reduziu o lixo, devido a falhas na aplicação das políticas ou exportação de resíduos.
  • O diálogo internacional sobre um tratado para poluição plástica enfrenta impasse; a próxima rodada pode ocorrer apenas no final de 2026 ou 2027, e especialistas recomendam reduzir o uso de plásticos não essenciais e aumentar opções de recipientes recarregáveis.

O estudo global aponta que embalagens de alimentos e bebidas em plástico são, de longe, os itens de lixo mais comuns nas praias. A análise reuniu dados de mais de 5.300 levantamentos sobre lixo costeiro.

Os pesquisadores coletaram informações de 355 estudos existentes sobre o tema para produzir a primeira visão ampla desse tipo. O levantamento foi publicado na revista One Earth.

Richard Thompson, da equipe de pesquisa do University of Plymouth, afirma que esses itens dominam mesmo em países com gestão de resíduos avançada. Ele ressalta que a presença de plástico de uso único surpreende pela constância.

Panorama global

A análise abrange dados de 94 países, com extrapolações para mais 18 nações. Em 93% dos lugares avaliados, resíduos plásticos de alimentos e bebidas apareceram nas praias.

Em contraste, embalagens plásticas representaram 39% dos dados para sacolas, e cigarros estiveram presentes em 38% dos levantamentos.

Regionalmente, sacolas plásticas são mais comuns na Ásia, segundo o estudo. Ainda segundo os autores, políticas de banimento nem sempre reduzem o lixo quando a aplicação falha ou há exportação de resíduos.

O estudo não cobre microplásticos nem plásticos não identificáveis, mas aponta que estes geralmente vêm de resíduos maiores.

Implicações políticas

O debate sobre um tratado internacional para reduzir a poluição plástica segue em crise. O presidente das negociações deixou o cargo em outubro, após alegações de pressão política nos bastidores.

Foi ainda divulgado que a maior doadora do programa ambiental da ONU está reavaliando seu aporte financeiro. O próximo ciclo de discussões pode ocorrer apenas no fim de 2026 ou 2027.

Os autores destacam que policymakers podem enfrentar o problema ao restringir o uso de plásticos a fins essenciais e incentivar recipientes reutilizáveis.

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