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IA desenvolvida pela NASA pode ajudar a monitorar algas nocivas

IA desenvolvida pela NASA integra dados de satélite para detectar bloom de algas nocivas, orientando coletas de água e ações de autoridades

Green swirls of microscopic algae (phytoplankton) are visible off the U.S. Gulf Coast in this image captured Oct. 21, 2024, by the Ocean Color Instrument on NASA’s PACE satellite. The sensor also observed autumn leaf colors, visible as a reddish streak, to the northeast.
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  • A NASA desenvolveu uma ferramenta de IA para detectar blooms nocivos de algas ao fusionar dados de vários satélites, incluindo PACE e Tropospheric Monitoring Instrument (TROPOMI).
  • O sistema conseguiu identificar bloom na costa oeste da Flórida e no sul da Califórnia, conforme estudo publicado na AGU Earth and Space Science.
  • O método é auto supervisionado, treinado para reconhecer padrões entre diferentes fontes de dados sem necessidade de rótulos.
  • A ideia é orientar a coleta de amostras de água e apoiar decisões, ajudando a reduzir riscos à saúde pública e impactos econômicos.
  • O treinamento inicial usou dados de 2018 e 2019; há planos de expandir para mais costas e até lagos, tornando a ferramenta acessível a tomadores de decisão.

O NASA desenvolveu uma ferramenta de inteligência artificial para monitorar bloom de alga nociva nos oceanos. O estudo, publicado na AGU Earth and Space Science, mostra fusão de dados de múltiplos satélites para detectar floradas em áreas da Flórida Ocidental e da Costa Oeste dos EUA.

As bloom nocivas representam riscos à saúde e geram custos expressivos para economias costeiras, com perdas estimadas em dezenas de milhões de dólares anuais nos Estados Unidos. Regiões como Tampa Bay e Sarasota enfrentam o problema há décadas.

O trabalho envolve espécies como Karenia brevis na região do Golfo do México e Pseudo-nitzschia na Costa Oeste, que já provocaram mortes de animais marinhos e podem afetar a qualidade do ar. Profissionais de saúde emite alertas e fechamentos de praias quando necessário.

A NASA utiliza satélites para observar sinais de bloom com precisão. A ferramenta unifica dados de diferentes fontes para orientar onde concentrar testes de água e ações de resposta, funcionando como um complemento aos avisos oficiais.

A equipe de pesquisa contou com Michelle Gierach, Kelly Luis e Nick LaHaye. Eles combinaram informações de cinco missões ou instrumentos, incluindo o satélite PACE e o instrumento TROPOMI, para ampliar a detecção.

O desafio central foi processar grandes volumes de dados e treinar o sistema para distinguir água profunda de zonas costeiras, bem como reconhecer bloom em várias redes de dados sem rótulos prévios.

O sistema de aprendizado de máquina é autossupervisionado, aprendendo padrões entre dados de satélite e comparando com observações de campo. A primeira fase usou dados de 2018 e 2019, com validação em períodos subsequentes.

Resultados iniciais indicam que o sistema identifica e mapeia bloom nocivas com boa acurácia, inclusive espécies específicas, mesmo em águas costeiras com sedimento, plantas e escoamento.

“Nunca foi tão rápido gerar inteligência oceânica acionável a partir de grandes fluxos de dados satelitais,” diz Nadya Vinogradova Shiffer, cientista-chefe da NASA. O objetivo é ampliar o conjunto de dados e testar em novas zonas.

O grupo planeja incorporar mais dados de novas linhas costeiras e estender os testes a corpos d’água diferentes, como lagos, com vistas a disponibilizar a ferramenta a decisores públicos no futuro próximo.

Achem que a meta é aproximar capacidades tecnológicas dos usuários finais, incluindo setores de aquicultura e turismo, para apoiar decisões informadas com recursos da NASA. Luis ressalta a intenção de integrar ativos da agência.

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