- As pouches de cafeína estão cada vez mais comuns entre jovens, substituindo bebidas energéticas, com conteúdo variando de 50 mg a 225 mg por unidade.
- Em comparação, uma xícara de café de 360 ml traz cerca de 136 mg e uma bebida Red Bull tem aproximadamente 114 mg de cafeína.
- A dose pode subir rápido: vídeos virais mostram jovens chegando a 400 mg em um único uso, dificultando o controle total da ingestão quando há várias fontes.
- Influenciadores promovem as pouches, associando-as a termos populares entre adolescentes; há críticas pela semelhança com pouches de nicotina.
- Especialistas alertam para riscos de dependência, aumento da pressão arterial e sono prejudicado; autoridades recomendam cautela para menores e destacam que as pouches não devem substituição de nicotina.
Eles chegam discretos, em pouches de cafeína, e já estão em bares, escritórios e academias. O consumo crescente entre jovens substitui em parte bebidas energéticas, com opções que vão de 50 mg a 225 mg de cafeína por embalagem.
Uma xícara de 355 ml de café contém cerca de 136 mg; uma Red Bull, 114 mg.
As informações sobre consumo vêm de especialistas e pesquisas. A FDA recomenda limitar a cafeína a menos de 400 mg por dia. Vídeos virais mostram jovens ingerindo até 400 mg de uma só vez em pouches.
A absorção ocorre rapidamente, com o produto colocado entre gengiva e bochecha. Em comparação, bebidas demoram mais para atingir o sangue, o que traz dúvidas sobre a soma total de cafeína consumida.
O que está em jogo
Influenciadores promovem os pouches nas redes sociais, usando jargões populares entre jovens. Comentários mostram que tanto jovens quanto adolescentes experimentam os produtos, reproduzindo conteúdos de promoções.
Sophia Renard, de 18 anos, estudante da Universidade de Miami, usa pouches e alerta para a falta de clareza sobre o que estão ingerindo. Ela também divulga conteúdos, mas ressalta a necessidade de cautela.
A fabricante Wip nega associação direta com nicotina e afirma que o objetivo é diferente. Nora Minno, diretora de nutrição da empresa, explica que referências a pouches de nicotina são apenas analogias de linguagem, não equivalência de uso.
Histórico e contexto
A categoria de pouches de cafeína surgiu em 2009 com Grinds, mas ganhou impulso nos últimos cinco anos. O mercado ganhou tração junto de produtos de nicotina, como Zyn, que recebeu autorização regulatória em 2025.
Empresas tradicionais de substitutos ao tabaco expandiram as linhas com pouches de cafeína, aumentando a variedade disponível. Em 2026, o mercado já contava com dezenas de opções.
Alguns usuários relatam que os pouches ajudam a reduzir a ingestão de outras fontes de cafeína, como bebidas energéticas ou pré-treinos, mantendo estabilização de energia durante o dia.
Preocupações com a saúde
Especialistas destacam a falta de dados sobre quanta gente jovem usa os pouches. A preocupação é com o potencial de dependência e com o uso excessivo de cafeína.
Estudos apontam aumento de visitas a emergências por problemas relacionados à cafeína entre jovens, incluindo faixas etárias de 11 a 14 anos. Casos de complicações cardíacas também são citados por autoridades de saúde.
Oficiais escolares relatam dúvidas sobre a legalidade de levar pouches para a escola, ampliando a atenção de educadores para o tema. A pediatria recomenda evitar cafeína para menores de 12 anos e limitar a 100 mg diários para adolescentes.
Van Dam, professor da George Washington University, ressalta que o formato concentrado facilita ultrapassar limites diários. Ele recomenda monitorar rótulos e total ingerido, considerando todas as fontes.
Observação final
Especialistas incentivam cautela entre jovens que utilizam pouches de cafeína, destacando que a prática exige controle de dose e percepção dos impactos na saúde. A comunidade médica cobra mais estudos para entender riscos e padrões de uso.
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