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Soviético esquecido no espaço fica mais jovem após alegada viagem no tempo

Cosmonauta Sergei Krikalev passou 311 dias em órbita durante o colapso da União Soviética e, pela dilatação do tempo, retornou cerca de 0,02 segundos mais jovem

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  • Sergei Krikalev, cosmonauta soviético, ficou 311 dias em órbita a bordo da estação Mir, entre maio de 1991 e março de 1992.
  • Devido à dilatação do tempo prevista pela Relatividade, ele retornou tecnicamente mais jovem por cerca de 0,02 segundos.
  • Ao longo da carreira somou 803 dias, 9 horas e 39 minutos em órbita, viajando a cerca de 27.000 km/h.
  • O retorno ocorreu em 25 de março de 1992, após a Alemanha pagar US$ 24 milhões para resgatá-lo com a cápsula Soyuz TM-13.
  • Krikalev seguiu na Roscosmos e na Nasa, integrou a primeira montagem da Estação Espacial Internacional em 1998 e a Expedição 1 em 2000, recebendo os títulos de Herói da União Soviética e Herói da Rússia.

O cosmonauta Sergei Krikalev ficou conhecido como o “último cidadão soviético” por ter passado 311 dias em órbita durante o colapso da União Soviética. Lançado em maio de 1991 rumo à estação Mir, ele voltou a um mundo transformado.

Devido à velocidade de seus deslocamentos, Krikalev é considerado um viajante do tempo. Em órbita a cerca de 27 mil km/h, a dilatação do tempo fez com que ele retornasse tecnicamente mais jovem que quem ficou na Terra.

Ao longo de sua carreira, Krikalev acumulou 803 dias em órbita, somando diversas missões. Em termos práticos, o tempo passou mais devagar para ele, resultando em uma diferença de cerca de 0,02 segundos no retorno.

Contexto científico

O retorno ocorreu em meio a uma crise econômica russa que afetou o suporte terrestre e o financiamento de missões de resgate. A cápsula Soyuz TM-13 trouxe Krikalev de volta em 25 de março de 1992, após a Alemanha financiar a operação com US$ 24 milhões.

O país que o enviara já não existia mais ao pousar no Cazaquistão. Krikalev permaneceu sem cidadania estável durante o período de retorno, marcado pela reorganização geopolítica da região.

Legado na exploração espacial

Krikalev continuou a atuar na Roscosmos e na Nasa. Esteve na primeira missão de montagem da ISS, em 1998, e integrou a Expedição 1, em 2000, a primeira ocupação humana permanente da estação.

Entre seus reconhecimentos estão os títulos de Herói da União Soviética e Herói da Rússia, refletindo sua importância técnica e histórica para a cooperação espacial internacional.

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